Análise Biomecânica da Corrida de Velocidade em Crianças com Distintos Níveis Técnicos e da Eficácia de Uma Intervenção Didática

Por: Ivon Chagas da Rocha Junior.

162 páginas. 2006 23/08/2006

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Resumo

Este estudo teve com um de seus objetivos descrever e comparar variáveis biomecânicas da corrida de velocidade, na fase de máxima velocidade, em crianças com distintos níveis de vivência nesta destreza motora. Outro objetivo do estudo foi efetuar um experimento no qual se testaria a resposta destas variáveis a um procedimento didático destinado a melhorar a técnica de corrida dos sujeitos. Foram constituídos dois grupos de sujeitos, com idade média de 144,49 meses, um sem prática sistemática desta atividade, denominado Debutantes, subdividido por gênero, com 7 sujeitos do sexo feminino e 7 do sexo masculino e outro com pelo menos seis meses de prática orientada para provas de velocidade, denominado Iniciados, dividido em dois subgrupos, com 4 sujeitos do sexo masculino e 4 do sexo feminino. As principais justificativas para este estudo são a ausência de dados biomecânicos em relação à corrida nesta faixa etária e a pouca atenção que é destinada a este tipo de informação nos textos que tratam da iniciação atlética em geral. A metodologia escolhida foi a videografia tridimensional, com uso de 4 câmeras de vídeo de alta velocidade (180 Hz), utilizando o método DLT de reconstrução tridimensional e o sistema de coleta e análise de imagens Peak Motus System. A coleta de dados foi efetuada em pista atlética com piso de carvão. O estudo foi desenvolvido em duas etapas, na primeira delas cada sujeito era filmado passando em máxima velocidade por um trecho onde foram gravadas imagens correspondentes a um ciclo de passada. Após, foram gravados mais dois ensaios, denominados ensaios pós-dica, nos quais os sujeitos deveriam correr com o olhar sempre orientado para um objeto colocado à frente do eixo da corrida, a uma altura de 1,45m. Foram digitalizadas e analisadas as imagens de um passo da corrida de um ensaio antes da dica e um após a dica, desde o contato de um membro inferior ao contato do membro oposto, passo este efetuado com a impulsão do membro dominante. As variáveis trabalhadas foram as seguintes: velocidade média do passo (VMP); frequência (FREQ); amplitude do deslocamento do centro de massa (ACM); oscilação vertical do centro de massa (OVCM); amplitude do deslocamento do centro de massa em suporte (ACMSU); amplitude do deslocamento aéreo do centro de massa (ACMAE); tempo do passo (TP); tempo da fase aérea (TFAE); tempo da fase de suporte (TFSU); tempo de bloqueio (TBLO); tempo de impulsão (TIMP); distância de contato (DCON); distância de impulsão (DIMP); ângulo de contato (ACON); ângulo de impulsão AIMP); ângulo do tronco com a vertical (ATRO); ângulo da coxa com a horizontal (ACOX); ângulo entre coxas (AECOX); ângulo do joelho no contato (AJC); ângulo do joelho na impulsão (AJI). Os dados foram analisados por estatística não-paramétrica, pelas variações percentuais das variáveis e através de ranqueamento. Foram normalizadas ou relativizadas todas as variáveis possíveis, de forma a possibilitar comparações com quaisquer outras populações, de faixas etárias, níveis e morfologia diversos. Os principais resultados mostraram que por ocasião do comportamento de entrada dos grupos houve superioridade técnica por parte do grupo Iniciados o que se acentuou no ensaio pós-dica. A análise estatística mostrou poucas variações significativas para as variáveis ao se comparar os ensaios pré e pós-dica. No entanto, procedendo-se a uma análise da variação percentual dos valores dos ensaios anteriores e posteriores à intervenção didática pode se encontrar em diversas variáveis mudanças que, apesar de não serem detectadas pela análise estatística, podem ser relevantes de um ponto de vista técnico-esportivo, em se tratando de provas que se decidem hoje em dia por centésimos de segundo.

Endereço: http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/

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