Análise Cinemática da Marcha de Crianças com Diparesia Espástica em Plano Inclinado

Por: Tainá Ribas Mélo.

128 páginas. 2011 17/03/2011

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Resumo

O presente estudo visou caracterizar as variáveis cinemáticas da marcha de crianças com diparesia espástica em plano horizontal e em plano inclinado nas fases de subida e descida. Além disso objetivou-se comparar os dados da marcha de crianças com diparesia espástica com crianças com desenvolvimento típico. Participaram do estudo 20 crianças (10 crianças com diparesia espástica e 10 crianças com desenvolvimento típico), as quais foram avaliadas em condições experimentais (plano e inclinado nas fases de subida e descida) por meio de um sistema optoelétrico de imagens que permitiu a reconstrução tridimensional do movimento. Testes de encurtamento músculo-tendíneo (Thomas Modificado, elevação da perna reta e Duncan-Ely) foram empregados para caracterizar o estado de encurtamento muscular dos participantes. Dentre as variáveis cinemáticas lineares, apenas a largura do passo diferiu entre grupos, todavia, sem influência do plano. A altura do pé foi diferiu entre os grupos apenas na fase de descida, onde as crianças diparéticas tiveram maior dificuldade em elevar o pé. As variáveis cinemáticas angulares permitiram identificar diferenças entre os grupos, o que revelou a influência da inclinação do plano. O padrão flexor (de quadril e joelho) evidenciado pelos testes de encurtamento músculo-tendíneo é confirmado pela análise cinemática para o movimento de flexão e extensão do quadril nos três planos. A influência do plano horizontal, subida e descida evidenciada ocorreu para ambos os grupos, porém com uma significativa máxima flexão de quadril maior para as crianças com diparesia na subida e menor extensão na descida. Para a flexão e a extensão do joelho durante a subida foi observada maior dificuldade de extensão dessa articulação para as crianças com diparesia quando comparadas ao grupo controle. Embora seja evidenciado um padrão flexor de quadril e joelhos para as crianças com diparesia em inclinações de 7º a atividade funcional da marcha independente pode ser mantida, ou seja, apesar das limitações as rianças conseguem adotar estratégias e realizar a função da marcha numa condição que pode ser então considerada como acessível.

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/26149

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