Análise da Aptidão Física e Desempenho Técnico de Atletas de Basquetebol da Elite Nacional

Por: Joao Henrique Gomes.

106 páginas. 2015 30/11/2015

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Resumo

INTRODUçãO: O nível de aptidão física do atleta pode afetar a estratégia de jogo e, consequentemente, o sucesso dentro do basquetebol. As avaliações antropométricas, físicas e técnicas durante o macrociclo auxiliam no monitoramento do condicionamento físico e desempenho técnico. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi analisar e associar o perfil de aptidão física e desempenho técnico de jogo de atletas adultos de basquetebol da elite nacional. METODOLOGIA: Participaram do estudo 11 atletas de basquetebol do sexo masculino com média de idade 25,1 ± 4,3 anos, estatura (EST) 195,4 ± 11,3 cm, massa corporal (MC) 101,5 ± 22,0 kg, percentual de gordura corporal (%GC) 13,8 ± 3,6 kg, massa magra (MM) 86,9 ± 16,4 kg e massa gorda (MG) 14,1 ± 6,6 kg. Os atletas foram submetidos ás avaliações PRE e POS (seis semanas) na antropometria, força explosiva de membros inferiores (salto vertical - SJ e CMJ), força máxima de membros superiores (supino reto absoluto - SR e supino reto relativo - SRr),; velocidade de deslocamento (corrida de 20m - C20 e 40m - T40), capacidade aerobia-anaeróbia (Yo-yo Intermittent Recovery I - Yo-yo) e a estatística dos jogos da fase de classificação (avaliação PRE) e playoffs (avaliação POS) por meio do scout técnico. Os resultados foram analisados pela estatística descritiva em valores médios, desvio padrão, Δ% e effect size (ES). A comparação PRE-POS foi realizada pelo Teste T de student e correlação linear de Pearson para associação entre as variáveis antropométricas, desempenho físico e técnico. A significância adotada foi p≤0,05. RESULTADOS: Os resultados apresentaram na comparação entre as avaliações PRE – POS, redução significante da MG (0,7 kg), com a mesma tendência n %GC (0,1%). Nos testes de força, evidenciamos aumento significante para SJ, CMJ, SR e SRr, de 2,1cm, 1,5cm, 2,6 kg e 0,30 kg, respectivamente. A velocidade de deslocamento (C20 = - 0,08 s / T40 = - 0,31 s) e o VO2max melhoraram (1,8 ml/kg/min). O maior Δ% foi 7,5% na MG, enquanto que o ES foi moderado no T40 (0,68) e VO2max (0,62). Não encontramos diferenças nas variáveis de desempenho técnico de jogo entre PRE - POS. Encontramos correlações (p≤0,05) moderadas - fortes entre o SRr versus assistências (r = 0,73) - na PRE; e entre o SRr versus arremessos de 3 pontos convertidos (r = 0,62), assistências (r = 0,76), bolas recuperadas (r = 0,74) e tempo em quadra (r = 0,62) - na POS. Correlações moderadas (p≤0,05) foram encontradas entre o tempo da corrida T40 versus arremessos de dois pontos convertidos (r = -0,65), lances-livres convertidos (r = -0,61) e bolas recuperadas (r = -0,62), apenas na PRE. Não observamos diferenças na aptidão fisica entre os atletas titulares e reservas nas avaliações PRE - POS, embora os titulares tenham melhorado (C20 e VO2max). CONCLUSãO: Assim, podemos concluir que o treinamento aplicado a esses atletas promoveu efeito positivo na aptidão física (antropometria, neuromuscular e metabólica), mantendo a estabilidade no desempenho técnico de jogo. Os resultados não sustentaram as hipóteses iniciais da associação entre o perfil de aptidão física e desempenho técnico.

Endereço: http://www.usjt.br/pgedf/conteudo/banco-de-dissertacoes.php?ano=2015

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