Análise da Assimetria Lateral de Desempenho na Força de Membros Inferiores em Escolares

Por: J. C. Ferreira, J. F. S. Lemos, K. C. S. Lamas, K. X. Oliveira, S. R. S. Araújo e V. T. Queiroz.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Assimetria lateral de desempenho é a diferença significativa da qualidade de execução de tarefas em uma ou mais capacidades físicas entre os lados do corpo. Fatores ambientais possuem um papel importante na determinação de tal assimetria, com particular destaque para o efeito da quantidade de prática específica com cada membro. Lesões decorrentes da assimetria de desempenho ressaltam a importância da prevenção da assimetria. Algumas lesões, desvios posturais e prejuízos à saúde podem ser associados ao nível de assimetria lateral de desempenho. Logo, é importante avaliar a incidência de jovens assimétricos na escola para que sejam corrigidas precocemente a fim de evitar lesões e desvios posturais. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi analisar o nível de assimetria de força de membros inferiores em escolares. Foram avaliados a partir do hop test 209 alunos (108 meninas e 101 meninos) com média de idade 13,27 anos (±0,9). Foi medida a massa e a altura de cada aluno. Uma fita métrica de três metros com precisão de 0,1 cm foi fixada no solo para medir a distância do salto horizontal, sendo este válido quando o salto for iniciado e terminado com o mesmo membro. O teste foi aplicado duas vezes com cada membro, alternando a cada tentativa, utilizando o melhor desempenho com cada membro para a análise estatística. O membro com melhor desempenho foi considerado o membro dominante. Foi aplicado o teste de Correlação de Pearson com referências do efeito de correlação "r": 0,0 < r < 0,3 - Fraca; 0,3 < r < 0,6 - Moderada; 0,6 < r < 0,9 - Forte; 0,9 < r < 1,0 - Muito Forte; com índice de significância de 95% (p<0,05). Os dados apresentaram relação fraca e direta entre altura e o desempenho no teste (r=0,298, p=0,000) e entre a massa e o desempenho no teste (r=0,011), contudo essa última não apresentou significância (p=0,864). Foi encontrada relação fraca e inversa entre o IMC e o desempenho no teste (r=-0,194, p=0,004). A comparação do nível de assimetria entre as idades e os sexos foi avaliada pelo teste ANOVA One Way e não apresentou resultados entre os meninos (p=0,335); entre as meninas (p=0,186); nem para ambos juntos (p=0,491). O teste Chi-Square não apresentou diferença na quantidade de sujeitos assimétricos entre as idades do mesmo sexo e nem entre sexos. Esses resultados sugerem que não há diferenças significativas na assimetria lateral de desempenho em escolares com a progressão da idade e nem entre os sexos. Nossos resultados podem estar associados à frequência semanal das aulas de Educação Física (duas vezes) dos avaliados, a qual pode não ser suficiente para provocar assimetria lateral de desempenho nos alunos.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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