Análise da Força, Qualidade Muscular, Composição Corporal e Fadiga em Sobreviventes de Linfoma de Hodgkin

Por: Filipe Dinato de Lima.

80 páginas. 2016 17/10/2016

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Resumo

Sobreviventes de câncer vivenciam uma sensação subjetiva de exaustão que não é amenizada com o repouso, promovendo um efeito depressor nos aspectos físico, emocional e mental, denominada Fadiga Relacionada ao Câncer (FRC). Adicionalmente, podem ser acometidos por uma redução do tecido muscular esquelético que ocorre em função do desequilíbrio entre síntese e degradação de proteínas contráteis. Consequentemente, a redução da força muscular em indivíduos com câncer parece estar relacionada à própria redução de tecido muscular além de alterações estruturais deste tecido. Objetivo: Analisar a força, qualidade muscular, composição corporal e fadiga em sobreviventes de linfoma de Hodgkin (LH) e compará-los a indivíduos saudáveis. Além de verificar a relação entre as variáveis de qualidade muscular e de composição corporal e a força muscular em sobreviventes de LH. Materiais e Métodos: Doze sobreviventes de LH (GL;; 32,16 ± 8,06 anos), que concluíram o tratamento há mais de seis meses, e 36 indivíduos saudáveis (GC;; 32,42 ± 7,64 anos) foram recrutados. Todos os indivíduos foram submetidos a avaliação subjetiva de fadiga (IMF-20), análise da composição corporal, espessura e qualidade muscular dos músculos do quadríceps direito, além da mensuração do pico de torque isocinético da extensão de joelho a 60º.s-1. Os dados foram comparados entre os grupos através do Teste T independente para as variáveis normais e através do teste de U de Mann-Whitney para as variáveis não normais. A correlação de Pearson para as variáveis normais e de Spearman para as variáveis não normais foram utilizadas para identificar as variáveis relacionadas à força. Resultados: Não houve diferença (p > 0,05) entre os grupos nas variáveis de caracterização, de composição corporal, de força e de qualidade muscular. Entretanto, o GL apresentou uma fadiga geral significantemente maior que o GC (p = 0,009). No GL, o pico de torque absoluto apresentou uma relação positiva significativa (p < 0,05) com a estatura, com a massa corporal, e com as variáveis de qualidade muscular. Conclusões: Sobreviventes de linfoma de Hodgkin apresentam uma maior fadiga, comparados com indivíduos saudáveis. Entretanto, não há alterações na composição corporal, força, quantidade e qualidade musculares.

Endereço: http://googleweblight.com/?lite_url=http://repositorio.unb.br/handle/10482/21576&lc=pt-BR&s=1&m=638&host=www.google.com.br&ts=1513687325&sig=AOyes_RceAWqOeR9FgGWA_xlMD2IB2bTyg

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