Análise das Práticas de Educação Utilizadas com Crianças Portadoras de Deficiência Mental de 2 a 4 Anos

Por: Sílvia Regina Ricco Lucato Sigolo.

180 páginas. 1986

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Resumo

Esta pesquisa teve por objetivo descrever e analisar as práticas de educação utilizadas por mães de crianças (de dois a quatro anos de idade) portadoras de deficiência mental. Visando cumprir estes objetivos foram observados seis pares M-C (D.M.). A seleção das díades seguiu os seguintes requisitos: mães de crianças entre 2 e 4 anos de idade, com um diagnóstico de atraso de desenvolvimento, não apresentando nenhuma deficiência física que impeça a sua independência para locomoção, provenientes de famílias caracterizadas como de nível sócio-cultural médio. Os pares M-C foram observados em situações de rotina diária, incluindo: a) despertar da criança e café da manhã, b) refeição, c) hora de deitar, d) banho, e) brinquedo livre. Foram realizadas um total de 45 sessões de observação utilizando-se o registro contínuo. Para analisar os dados, advindos do registro contínuo das 45 sessões de observação de pares M-C em interação, foram elaborados dois sistemas de categorias descritivas do comportamento da mãe e da criança (D.M.) respectivamente. O estabelecimento de categorias funcionais e descritivas do comportamento da mãe e da criança em interação visou descrever de forma mais globalizada, portanto menos molecular os dados advindos da observação e, iniciar a composição de um quadro quer dos comportamentos de cada elemento da díade quer da sua interação possibilitando chegar a estabelecer análises para as seqüências de interação. Essas diversas análises mostraram que: a) As mães assumem mais freqüentemente a responsabilidade pelo cumprimento da tarefa de rotina diária, mas percebe-se uma permissão para que a criança a realize em parte. b) As crianças, frente aos comportamentos de iniciativa da mãe para o cumprimento da tarefa, reagem ora se opondo ora aceitando as suas atitudes. c) Há uma variação grande no número de seqüências de interação de acordo com o tipo de situação. d) Há uma tendência das díades a interagirem através de seqüências curtas. e) As mães iniciam mais freqüentemente as seqüências de interação num padrão inconsistente de gerar dependência e independência. E as crianças em geral, reagem aquiescendo à dependência e obedecendo à independência. f) A tendência mais acentuada é de as crianças dessa amostra iniciarem a interação com suas mães através de comportamentos adequados, ainda que o inadequado esteja presente em alguns casos, e as mães tendem a ser essencialmente positivas na sua reação ao adequado e impeditivas-conciliatórias para o inadequado.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=2029&listaDetalhes%5B%5D=2029&processar=Processar

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