Análise do Custo de Intervenções Para Promoção de Atividade Física em Unidades de Saúde da Família de Rio Claro-SP

Por: Leonardo de Campos.

100 páginas. 2017 10/03/2017

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Resumo

Introdução: No Brasil, o diabetes mellitus e a hipertensão arterial são responsáveis por gasto anual de R$12.3 bilhões e R$1.3 bilhões e praticar atividade física (AF) reduz esses gastos. Programas de promoção de AF no lazer na Atenção Básica de Saúde têm sido incentivados, mas poucos estudos no Brasil apresentam seus custos. Objetivo: Investigar o custo da intervenção de breve aconselhamento e de exercício físico supervisionado em Unidades de Saúde da Família (USF), e a influência no nível de AF no lazer e no transporte em pessoas diabéticas e hipertensas, durante um ano. Métodos: Participaram do estudo 67 adultos diabéticos e/ou hipertensos de ambos os sexos, de 4 USF do município de Rio Claro-SP. Os participantes foram divididos em quatro grupos de intervenção por meio de sorteio. Grupo aconselhamento (GA): aconselhamento para a prática de AF; Grupo exercício físico (GEF): prática de exercícios físicos nas USF, 2 vezes por semana com duração de 60 minutos; Grupo Perda (GP): participantes que foram convidados a participarem do GEF, mas não aderiram e Grupo Controle (GC): os participantes foram orientados a manter as atividades rotineiras. Os participantes foram avaliados a cada três meses (5 momentos) quanto ao nível de AF (IPAQ), percepção de saúde, variáveis antropométricas e os custos com saúde. As variáveis foram expressas em média, desvio padrão e porcentagem. Para verificar diferença entre grupos no nível de AF inicial, custo médio com medicamentos mensal e anual foi realizada uma Anova one-way, e para diferença entre os grupos nos momentos foi realizada uma Anova fatorial com intenção de tratar no programa SPSS versão 21.0. Resultados: Houve aumento na média do nível de AF no lazer para o grupo GA (20min ± 153,37) e GEF (106min ± 108,14), e diminuição para o grupo controle (15min ± 72,22) entre o momento inicial e final. Não houve efeito das intervenções sobre os custos com medicamento anual no SUS. O custo anual do GA (R$ 61,05) é menor do que o custo do GEF (R$ 95,52) por pessoa. Entretanto, o GEF tem menor custo por cada minuto de AF. Conclusão: As duas intervenções parecem aumentar o nível de AF após um ano, porém o breve aconselhamento é mais barato e o PEFUS demonstrou custar menos por minuto de AF

Endereço: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/150601

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