Análise do Desempenho e da Influência da Força e da Potência Muscular dos Membros Inferiores no Equilíbrio Postural de Idosos Ativos e Sedentários

Por: Fábio Augusto Barbieri e Leonardo Araújo Vieira.

2019 00/00/0000

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Resumo

Introdução: O processo de envelhecimento promove o declínio no controle do equilíbrio e na função muscular. Estes fatores estão relacionados com a ocorrência de quedas, mas são possíveis de serem modificados por meio da prática de exercícios. Assim, programas de atividade física, tais como o Serviço de Orientação ao Exercício (SOE), podem contribuir para o melhor desempenho no controle do equilíbrio e na função muscular. Além disso, os idosos apresentam alterações nas estratégias de controle postural, com maior dependência da estratégia de quadril em relação a de tornozelo, que parecem estar relacionadas com o declínio na função muscular. Entretanto, ainda não está totalmente elucidado a influência da força e potência muscular de quadril, joelho e tornozelo sobre o desempenho no controle do equilíbrio de idosos ativos e sedentários em diferentes tarefas posturais. Assim, para responder as questões de pesquisa, a dissertação foi dividida em 02 estudos. Objetivos: Estudo 1) avaliar o equilíbrio postural e a função muscular dos membros inferiores dos idosos participantes dos exercícios multicomponentes ofertados pelo SOE; Estudo 2) avaliar a influência da força e potência muscular de quadril, joelho e tornozelo no controle do equilíbrio postural de idosos ativos e sedentários. Materiais e Métodos: Participaram dos estudos um total de 61 idosos. No estudo 01 a amostra foi dividida em 02 grupos: Ativos (N=31) e Sedentários (n=30). No estudo 02 a amostra foi agrupada em um único grupo de idosos (n=61). A avaliação do equilíbrio foi realizada por meio da posturografia estática com uso de uma plataforma de força em 08 tarefas posturais (base bipodal sobre superfície rígida, base bipodal sobre superfície instável, base semitandem sobre superfície rígida e base semitandem sobre superfície instável, sendo todas realizadas em condições com os olhos abertos e fechados). Para avaliação da função muscular de quadril, joelho e tornozelo foi utilizado um dinamômetro isocinético no modo concêntrico. A fim de verificar possíveis diferenças entre os grupos testes de variância (ANCOVAs e MANCOVAs) foram realizadas no estudo 01. No estudo 02 para avaliar a associação entre as variáveis de força e potência muscular de quadril, joelho e tornozelo e as variáveis posturográficas foram realizados testes de correlação e de regressão linear múltipla. Em todas as análises foi adotado um nível de significância de p≤0,05. Resultados: O estudo 01 revelou que idosos ativos apresentaram melhor desempenho na avaliação do equilíbrio em relação aos sedentários, sendo as diferenças reveladas principalmente nas tarefas mais desafiadoras (que envolveram diminuição da base de suporte e perturbação no sistema visual e somatossensorial). Foram reveladas também, diferenças entre os grupos na potência muscular de quadril, joelho e tornozelo, com maior potência muscular no grupo de idosos ativos. O estudo 02 demonstrou que existe associação entre as variáveis de força e potência muscular de quadril, joelho e tornozelo e as de equilíbrio, e que esta associação é influenciada pela dificuldade da tarefa e pelo nível de atividade física dos idosos. Conclusão: Os exercícios multicomponentes ofertados pelo SOE contribuem para melhor desempenho no controle do equilíbrio e da potência muscular dos membros inferiores, o que pode auxiliar na prevenção de quedas e melhor qualidade de vida dos idosos. A força e a potência muscular de quadril, joelho e tornozelo influencia o controle do equilíbrio. A associação entre as variáveis de função muscular e de equilíbrio varia conforme o nível de dificuldade da tarefa, e é influenciada pelo nível de atividade física dos idosos.

Endereço: http://www.educacaofisica.ufes.br/pt-br/pos-graduacao/PPGEF/detalhes-da-tese?id=13315

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