Análise do Desenvolvimento Psicoafetivo de Crianças com Transtornos Não Especificados Diante do Jogo Simbólico em Psicomotricidade Relacional

Por: A. C. D. Ferreira, F. H. C. Oliveira, L. L. P. Cabral, M. P. S. Morais, M. R. R.oliveira e .

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O jogo possivelmente se fez presente ao longo da história evolutiva dos seres humanos, tanto do ponto de vista filogenético, quanto ontogenético. O jogo possibilita experiências prazerosas que promovem uma série de reações químicas positivas, que ativam o corpo e a mente, colocandoo em estado de alerta durante a vigília. Dentre as várias abordagens possíveis sobre o fenômeno do jogo, há aquelas ancoradas na análise freudiana. No âmbito analítico, o brincar espontâneo consiste numa vivência oportuna para observar e os comportamentos e suas variações. No paradigma da psicomotricidade relacional existe uma proposição de sequência evolutiva no jogo simbólico, suscetível à análise comportamental. Essa sequência abrange fases, iniciando com a inibição, passando por etapas vinculadas a agressividade, objetivando o jogo e a autonomia. O presente trabalho teve como objetivo analisar o desenvolvimento de crianças durante 12 sessões de psicomotricidade relacional, realizado no Centro de Apoio Psicossocial Infantil - CAPS-i, atendendo um público de 15 crianças com transtornos não especificados. Trata-se de um estudo de caso, tipo interpretativo, com base na análise do envolvimento relacional dos participantes. O programa de intervenção foi proposto para todas as crianças, uma vez que se objetiva trabalhar a relação da criança com seus pares, com os psicomotricistas e, também, com os materiais. Para preservar a identidade das crianças, serão usados códigos alfabéticos para se referir a elas. A criança "P" apresentou nas sessões de bastão o interesse pelo jogo de oposição, vivenciando a agressividade pura e simbólica e, em consequência, o jogo simbólico. A criança "W", durante o jogo do faz de conta, demonstrou satisfação significativa na interação com os psicomotricistas, figura masculina e adulta. A criança "D" apresenta um possível interesse em atividades coletivas e atividades pré-desportivas. A criança "H" preocupouse com uma conduta respeitosa em relação às regras do jogo, como não se machucar e não machucar os outros, com entusiasmo. A criança "A" percebeu-se uma pré-disposição para envolver-se em atividades coletivas, construtivas em pequenos e grandes grupos. A criança "G" demonstrou interesse por atividades com bola e a utilizava com grande habilidade. Diante do que foi apresentado, nota-se que todas as crianças evoluíram em relação a situação do jogo simbólico no setting da psicomotricidade relacional, onde algumas mostraram resultados mais significativos do que outras. No entanto, todas obtiveram respostas positivas, mostrando que o jogo simbólico apresenta características novas e o indivíduo ressignifica suas relações.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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