Análise dos Padrões Motores de Crianças com Síndrome de Down na Tarefa de Subir Escadas

Por: Larissa Daniele Rubira Strioto.

2010 30/08/2010

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Resumo

O estudo teve como objetivo analisar as características cinemáticas e cinéticas do subir escada de crianças com síndrome de Down e compará-las com crianças com desenvolvimento típico. Participaram do estudo onze crianças com síndrome de Down e onze crianças com desenvolvimento típico, com idade entre 7 e 10 anos, que foram analisadas realizando duas tarefas: na primeira subiram uma escada com uma plataforma de força inserida no segundo degrau, enquanto eram filmadas a fim de se obter dados referentes às forças de reação do solo e à cinemática; na segunda, as crianças permaneceram em posição ortostática sobre a plataforma de força e foram adquiridos os dados referentes ao controle postural. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre as crianças com síndrome de Down e as crianças com desenvolvimento típico, indicando que as crianças com a síndrome apresentam maior tempo de apoio duplo e menor tempo de apoio simples; maiores picos de flexão de quadril e joelho na fase de balanço e menores picos de dorsiflexão tanto na fase de apoio quanto na fase de balanço; menor força aplicada sobre o degrau na fase de propulsão e maior força de impulso de impacto nos primeiros 50ms; maior amplitude de oscilação na direção ântero-posterior, nas velocidades de oscilação tanto ântero-posterior quanto médio-lateral e área do deslocamento. Ao se estabelecer as correlações, os resultados indicaram que, para as crianças com síndrome de Down, o controle postural está relacionado diretamente: com o tempo de apoio duplo e o tempo da fase de apoio total; com o tempo para se atingir o primeiro pico da força de reação do solo vertical; com o impulso de impacto nos primeiro 50 ms da fase de apoio e com o pico de flexão plantar do tornozelo; e inversamente relacionado: ao tempo de apoio simples e ao tempo da fase de balanço; à magnitude da força nos dois picos da curva da força de reação do solo e ao pico máximo de dorsiflexão do tornozelo. Essas evidências sugerem que crianças com síndrome de Down apresentam um padrão de subir escada mais conversativo; movimentos articulares de quadril e joelho acima do necessário e de tornozelo com dorsiflexão diminuída; maior impacto na fase de contato inicial e menor força para se projetar de um degrau para o outro. O controle postural das crianças com síndrome de Down, com déficits em relação ao das crianças com desenvolvimento típico, está relacionado a algumas características de força e movimento no subir escada.

Endereço: http://nou-rau.uem.br/nou-rau/document/?code=vtls000183227

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