Análise dos Parâmetros da Curva de Força de Preensão Manual em Judocas de Diferentes Categorias

Por: Marcelo Diederichs Wentz.

2010 00/00/0000

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Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar os parâmetros das curvas de força de preensão manual isométrica em judocas de alto nível competitivo e de diferentes categorias. Participaram do estudo 44 judocas participantes do VII Troféu Brasil, realizado em Porto Alegre, RS. Para a mensuração da preensão manual foi utilizado um dinamômetro de preensão manual desenvolvido no Laboratório de Instrumentação (LABIN), do Centro de Ciências da Saúde e do esporte (CEFID) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). A avaliação dos judocas foi realizada durante a pesagem da competição, em Porto Alegre, e a dos estudantes foi realizada no LABIN. A preensão manual foi avaliada durante 10 segundos, uma vez na mão dominante e uma vez na mão não-dominante, na posição sentada, adaptada da Sociedade Americana de Terapeutas da Mão (ASHT). Foram analisadas a Força máxima (FMAX), o Tempo até a força máxima (T100), impulso até a força máxima (imp100); Índice de queda (IQ) e o impulso total (imparea1). Para as análises, os judocas foram divididos em três grupos de acordo com a massa corporal (MC), em dois grupos de acordo com o resultado na competição e para a análise em função do T100 em dois grupos. No intuito de eliminar a influência da MC sobre os valores de força registrados em ambos os testes e possibilitar a comparação entre indivíduos de diferentes categorias e conseqüentemente de diferentes tamanhos corporais, foi realizado o ajuste alométrico na FMAX pela MC1, MC0,67 e MC0,393. Depois de realizada a análise estatística, foram encontradas diferenças entre as categorias mais leves e as mais pesadas de judocas em parâmetros da curva de preensão tanto sem quanto com ajuste alométrico. O ajuste alométrico da força pela MC0,393 pareceu eliminar a influência da MC na força para judocas de diferentes categorias. Considerando o resultado da competição o MC0,393 evidenciou a diferença de força entre os grupos em valores ajustados, sendo os melhores colocados mais fortes tanto absoluta quanto relativamente. Sugere-se que mais estudos sejam realizados investigando a força de preensão manual em judocas, buscando um maior entendimento das diferenças apontadas entre as diferentes categorias e uma maior aproximação da prática do esporte.

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