Resumo

O objetivo do estudo foi comparar a variabilidade do grau de força muscular pelo teste 10 repetições máximas (RM) antes e depois do treinamento de força na execução do exercício agachamento no Smith Machine em indivíduos treinando com e sem a plataforma de instabilidade (PI). A amostra foi composta de 30 homens jovens, com idades entre 20 e 25 anos, peso entre 75 e 80 Kg e altura entre 175 e 180 cm. Os indivíduos foram separados aleatoriamente em 3 grupos: 1) grupo plataforma de instabilidade (GPI); 2) grupo padrão (GP); 3) grupo controle (GC). Todos os indivíduos realizaram o teste de 10RM 48 H antes do 1º dia de treinamento e 48 H depois do último dia de treinamento. Os indivíduos do GPI e do GP realizaram o treinamento de força 3 vezes por semana durante 4 semanas com a carga constante (carga do teste 10RM) e ao final de cada treinamento respondiam a escala de percepção subjetiva de esforço (PSE). A ANOVA de duas entradas, seguida, pelo teste post hoc de Tuckey mostrou diferença significativa entre o teste e o reteste 10RM no GP e no GPI (p<0,0001, ambos os grupos), sem mudanças no GC (P>0,05). As médias do reteste comparadas entre os grupos mostraram redução significativa no GP (P<0,02) e GC (P<0,0001) em relação ao GPI. As médias do GP apresentaram aumento significativo em relação ao GC (P<0,01). Em relação a PSE o teste t-student mostrou valores próximos ao absoluto em ambos os grupos (GPI e GP) após a 4º semana de treinamento, e as médias intergrupos relataram diferença significativa (10,6+ 0,6 – GP; 11,8+ 0,2 – GPI, P<0,0001). A conclusão mostrou que o treinamento com instabilidade gera através da adaptação neural habilidade de maior coordenação inter e intramuscular, conseqüentemente, melhora da atividade dos agonistas, sinergistas, estabilizadores, assim, apresentou aumento da produção de força, quando comparado com ações de estabilidade. Isto esclarece que medidas agudas do movimento de instabilidade causam resultados errôneos que possibilitam efeitos diretos no treinamento.

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