Análise da Influência do índice de Massa Corpórea em Variáveis Hemodinâmicas de Indivíduos Submetidos a Provas Cicloergométricas

Por: Carolina Vieira, Daniel Lana, Evandro José Cesarino e Luiz de Souza.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O índice de massa corpórea (IMC) tem sido utilizado para caracterização de sobrepeso
e obesidade devido a facilidade de obtenção. Objetivo: analizar a influência do IMC
em algumas variáveis hemodinâmicas de indivíduos submetidos a provas
cicloergométricas. Material e Métodos:Foram estudados 345 indivíduos de ambos
sexos,com idades entre 20 e 60 anos, submetidos a teste cicloergométrico contínuo
com cargas progressivas (25/25Watts), utilizando o protocolo de Astrand-Ryhming,
sequenciais realizados no período de 1995 a 2002, por um investigador. Foram
excluídos hipertensos, utilização prévia de medicação com ação cardiovascular e
testes ineficazes, onde não foi atingida 85% da frequência cardíaca(FC) máxima
prevista, segundo a formula de Karvonen. Foram considerados 3 níveis de IMC de
acordo com a classificação da OMS: Normal ( = 30kg/m²). O comportamento da
pressão arterial (PA) foi considerado hiperreator quando ocorreu incremento igual
ou superior a 30mmHg na pressão sistólica(PAS) e 20mmHg na diastólica durante
o esforço. As variáveis respostas foram: hiperreatividade da PA durante o esforço,
tempo de duração do teste (TDT) e duplo produto (DP), definido por PAS X
FC no pico do esforço. O efeito do IMC foi avaliado pelos métodos de regressão
logística múltipla, para a hiperreatividade da PA e regressão linear múltipla para
TDT e DP, ajustado para as variáveis sexo e idade e interação entre elas.Resultados:
179 indivíduos eram homens (51,9%) e 166 mulheres (48,1%); Quanto a distribuição
do IMC:160 pacientes (46,4%) tinham IMC normal, 124 (35,9%) com sobrepeso e
61 (17,7%) com obesidade. O sexo e a idade mostraram-se significantes para as 3
variáveis respostas, porém em nenhum caso a interação foi significativa. Os homens
apresentaram maior hiperreatividade da PA (36,3%) do que as mulheres(25,3%)
(p=0,03). A Hiperreatividade da PA aumentou com a idade. O IMC não mostrou
influência para a hiperreatividade da PA, mas foi significante para o TDT e DP. Os
indivíduos com sobrepeso tiveram maior TDT que os normais. Não se observou
diferença dos obesos com os outros 2 grupos. O TDT e o DP diminuiram com a
idade.Homens jovens com sobrepeso apresentaram maior TDT e DP. Conclusão:
O efeito do IMC nas variáveis respostas revelou certa inadequação da sua utilização
isoladamente, havendo necessidade de outros critérios de obesidade para uma possível
correlação com a hiperreatividade da PA ao esforço físico.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/63_Anais_p263.pdf

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