Análise da Ingesta Alimentar Pré-competição em Atletas Profissionais de Futebol

Por: Kenji Fuke.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo


Introdução: uma refeição adequada é o alicerce para o desempenho físico
uma vez que os nutrientes proporcionam combustíveis energéticos para os
exercícios, além de oferecer elementos essenciais para a síntese de novos
tecidos e o reparo das células já existentes. Quanto mais o atleta conhecer
a respeito dos nutrientes e seus benefícios para com o organismo, associado
ainda à atividade física, melhor ele poderá conduzir a escolha dos alimentos
que farão parte da sua alimentação diária. No futebol, uma dieta equilibrada
deverá proporcionar energia necessária para o esforço físico e a ingestão
de macronutrientes deve corresponder entre 55% à 65% de carboidratos,
20% à 25% de lipídios e 12% à 15% de proteínas. A refeição antes do
evento esportivo é uma importante fonte de energia, mas salienta-se que o
gasto energético necessário para este dia é também resultado da ingestão
nos 2 ou 3 dias que antecedem o evento. A refeição pré-competição deve
ser ingerida de 1 a 4 horas antes da partida, sendo recomendada alimentos
de fontes energéticas de fácil digestão. Objetivo: verificar a ingestão de
macronutrientes em atletas profissionais de futebol no período pré-
competição. Metodologia: uma amostra da alimentação de 18 atletas
profissionais de futebol de um clube da cidade de Santa Maria-RS foi
analisada por meio do Recordatório Alimentar 24 horas, no qual foi
verificada a ingestão de macronutrientes através do programa DietWin.
Resultados: foram encontrados valores baixos para a ingesta de carboidratos
54%, e altos valores no consumo de proteínas 17% e lipídios 29%.
Conclusão: após analisar os dados conclui-se, que a ingesta alimentar pré-
competição destes atletas está fora do recomendado, o que prejudicará na
performance durante a partida, pois a baixa ingestão de carboidratos
comprometerá o fornecimento de energia necessária, o alto consumo de
proteínas dificultará a digestão podendo causar distúrbios estomacais, assim
como altos valores de lipídios poderão atuar como fonte de energia
reduzindo a utilização de carboidratos na demanda energética

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/74_Anais_p395.pdf

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