Análise do Padrão de Chute das Crianças Frente Diferentes Estímulos

Por: Eduardo Barbosa, Gustavo Moraes e Márcio Mendel.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A importância da realização desta pesquisa deve-se pela busca da compreensão do
desenvolvimento motor em crianças pelos profissionais de Educação Física e o seu
papel determinante no processo ensino-aprendizagem. Cabe aos professores de
Educação Física orientar seus alunos na aquisição e aperfeiçoamento de suas
habilidades motoras, respeitando suas particularidades. Segundo a Matriz de
GALLAHUE e OZMUN (2001), é estabelecido um padrão para o movimento de chutar,
sendo classificado em estágios: inicial, elementar ou maduro. Esse padrão segue
uma seqüência onde são descritos os movimentos do corpo na preparação, durante
e após a ação do chute, sem especificar o quesito do chute. Nesta pesquisa, buscouse verificar a influência de diferentes estímulos (chutar livre, com força e precisão) na
execução do padrão de chute, como uma forma de referendar ou não esta Matriz.
Para isso, foram testadas 10 crianças, com idade entre 10 e 12 anos, do sexo masculino,
que tiveram suas tentativas filmadas. Pela decodificação dos chutes, visualização e
comparação, verificou-se que as crianças apresentam diferenças no padrão de chute,
mais especificamente na ação da perna que chuta nos estímulos de força e precisão;
no acompanhamento da perna de sustentação nos estímulos de força e precisão,
não havendo o deslocamento previsto. O padrão de movimento apresentado nos
estímulos livre e com força foram semelhantes, de acordo com a Matriz, fato que é
atribuído aos meninos terem imprimido uma maior força na bola, em ambos. No
estímulo precisão, o padrão diferenciou-se, tanto da Matriz quanto das execuções
nos outros estímulos. Pressupõe que este fato é decorrente da preocupação da criança
em acertar o alvo, o que fez com que imprimisse menos força, ficando mais
estacionária e apresentando um padrão menos amplo. Acredita-se, por estes dados,
que é inviável estabelecer um padrão de chute absoluto e considerá-lo como o
melhor, sem levar em conta as condições em que o chute é executado, e muito
menos, avaliar uma criança a partir disso. A pesquisa mostrou que o padrão de chute
é influenciado e modificado de acordo com a intenção do executor que "molda"
seus movimentos de acordo com o objetivo que quer alcançar. Portanto, a Matriz de
GALLAHUE e OZMUN (2001) se aplica a uma determinada situação, não devendo ser
usada de forma generalizada, já que conforme o contexto pode-se ter diversas
possibilidades de se executar o movimento de chutar.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/66_Anais_p303.pdf

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