Análise do Perfil Antropométrico e Motor dos Praticantes de Esgrima em Cadeira de Rodas

Por: José Irineu Gorla.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: A esgrima em cadeira de rodas é modalidade do programa paraolímpico desde os primeiros jogos em Roma e, praticada por atletas com deficiências motoras. As cadeiras de rodas têm um dispositivo de fixação ao solo, que proporcionam aos atletas uma total liberdade de movimentos de tronco e dos membros superiores e, o atleta que conseguir o total de cinco toques, acima da cintura, é considerado vencedor.

Objetivo:
Descrever o perfil antropométrico e motor dos praticantes de esgrima em cadeira derodas do Brasil.

Metodologia: A amostra foi constituída de 18 atletas com deficiência física, sendo 11 sujeitos do sexo masculino e 7 do feminino, participantes do II Campeonato Brasileiro de Esgrima em Cadeira de Rodas, realizado em Curitiba-PR. Foi utilizada a técnica antropométrica segundo a indicação da literatura (Gorla, 2008). A statura foi medida na posição supina. As 4 dobras cutâneas (TR, SB, SI, AB) foram coletadas de acordo com o protocolo de Durnin e Womerslei (1974). Os atletas participaram de testes de força de preensão manual, agilidade manual (teste de batimento de placas) e do teste de velocidade de reação de Nelson (TRN). Os dados foram analisados através da estatística descritiva e do teste T de Student para amostras independentes, a fim de determinar o tamanho da diferença entre os sexos nas variáveis. a comparação das variáveis, Batimento de placas e Teste de reação de Nelson que não apresentaram normalidade, foi utilizado o teste de Mann Whitney para comparação entre os sexos e, o foi utilizado software SPSS 10.0 para analise dos dados

Resultados:
Foi encontrada diferença significativa entre os sexos para as variáveis: Estatura (Masc: M= 1,72 ± 0,12m, IC95% 1,63-1,82m; Fem.: M = 1,53 ± 0,11m, IC95% 1,41-1,66m, p=0,005), Batimento de placas para a mão esquerda (Masc: M = 13,0 ± 2,59s, IC95% 3,45-39,4s; Fem.: M =17,2 ± 2,59 s, IC95% 11,5-23,9 s, p=0,051) e, dinamometria manual em ambas as mãos (Direita - Masc: M = 53,7 ± 19,2 kg, IC95% 37,9-67,4 kg; Fem.: M = 30,8 ± 8,76 kg, IC95% 22,9-41,4 kg, p=0,01/Esquerda - Masc.: M = 51,4 ± 18,8 kg, IC95% 37,9-64,8kg; Fem.: 27 ± 4,3 kg, IC95% 22,4-31,5kg, p=0,008). Não foram encontradas diferenças para somatória de dobras cutâneas e teste de reação de

Nelson. Entretanto grupo feminino apresentou maiores médias para ambas as variáveis (4dc: masc.: 58,7±27,9mm/IC95% 29,4-67,9mm, fem.: 67,8±17,9mm, IC95% 47,2- 88,3mm - TRN: masc.: 197,8±9,45ms, IC95% 191-204,6ms, fem.: 216±37,8ms, IC95% 175,3-261,3ms). Conclusão: Podemos concluir que existe certa diferença entre os sexos, sendo que esta diferença pode ser explicada pelo tamanho reduzido da amostra. Contudo, o objetivo desse estudo foi apresentar o perfil dos esgrimistas em cadeira de rodas que atualmente praticam a modalidade e os resultados apresentados poderão servir como referência para treinadores e preparadores físicos que trabalham com a esgrima ara melhor orientar suas práticas e aperfeiçoamento de seus treinamentos.

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