Anomia: o Esporte Combate ou o Esporte Acata?

Por: Bruno Augusto Dotta, Diogo Henrique L. Brisola e Kauan Nairne Costa Barreiros.

XV Congresso de História do Esporte, Lazer e Educação Física - CHELEF

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Resumo

Os eventos esportivos são sempre uma grande festa onde quer que ocorram. Nesses eventos reúnem-se milhares de pessoas para acompanhar o seu time do coração, ou mesmo um único atleta. As manifestações de afeto nesses eventos, algumas vezes ultrapassam o limite entre o racional e irracional, podendo gerar um estado de anomia, muitas vezes traduzidos por atos de violência. O presente trabalho objetiva apresentar situações que frequentemente são noticiadas em telejornais e outros veículos de comunicação, e que acabam denegrindo o ideal esportivo, de celebração e união. A partir dos conceitos de Émile Durkheim busca-se compreender as ações individuais ou coletivas, que levam pessoas a apresentar comportamentos fora dos padrões da consciência coletiva. Para embasar os conceitos de Durkheim foi realizada uma pesquisa qualitativa de forma exploratória, utilizando-se de material bibliográfico publicado no banco de dados SciELO e livro referente ao tema, onde os assuntos trabalhados foram o comportamento social em eventos esportivos. De acordo com os pensamentos de Durkheim, grupos de pessoas agem de maneira similar, ato que permite manter a organização e ordem. Porém, em situações de stress, como partidas de futebol, basquete, vôlei ou qualquer outro evento onde exista competição, não é raro que quando uma equipe esteja sofrendo uma derrota, ocorram atitudes de desrespeito entre torcedores e jogadores. Quando ocorrem essas situações, cria-se um clima de instabilidade no ambiente, fazendo com que alguns indivíduos passem a se comportar de uma maneira diferente a dos demais, saindo de um estado de coletividade para um individual e agressivo. Quando agem dessa forma, creem que estão defendendo os seus interesses (a honra ou o amor ao seu clube), mesmo que tal ação quebre as regras que compõe aquele momento, não se importando que tais atitudes possam colocar em risco a integridade física dos indivíduos daquele espaço, criando assim um estado anômico, onde não há lei ou regras que possam ser seguidas, passando a valer a individualidade. O esporte pode e deve ser usado como artifício para celebrar e unir pessoas, e, também, como um instrumento de transformação social, mas quando são colocados determinados interesses a frente do verdadeiro espírito esportivo, valores e regras podem ficar para trás e em seu lugar a anomia se fazer presente.

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