Aplicação da Escala de Qualidade de Vida em Crianças de 07 a 12 Anos Praticantes de Atividade Fisica em Academia e Suas Relações com a Aptidão Fisica

Por: Evandro Murer.

2008 22/02/2008

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Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida de crianças praticantes de atividade física em academia através da Escala de Qualidade de Vida ? AUQEI ? (AUTOQUESTIONNAIRE QUALITÉ DE VIE ENFANT IMAGE), específica para crianças de 04 a 12 anos, e verificar a existência de correlação dos resultados obtidos com a aptidão física. Foram estudadas 50 crianças, sendo 30 meninas e 20 meninos, nas faixas etárias dos 07 aos 12 anos de idade, que freqüentavam a academia de 02 a 05 vezes por semana. O escore para as médias da escala foi calculado e o resultado padronizado em um valor de 0 a 100. A consistência da escala AUQEI assim como seus domínios foram medidas através do Alpha de Cronbach. Foram avaliados também os domínios do AUQEI em relação a variável gênero, índice de massa corporal (IMC), flexibilidade, porcentagem de gordura no corpo e freqüência que utiliza a academia. Para tal, foram mensuradas as variáveis antropométricas de peso, estatura e a as de composição corporal através do protocolo de Deurenberg (04 dobras) e a flexibilidade através do teste de sentar e alcançar (TSA - Banco de Wells). Foi verificado também o estado nutricional através do índice de massa corporal - IMC (peso/estatura2). Para classificação dos dados, utilizamos como ponto de corte a tabela proposta pela International Obesity Task Force, para as faixas etárias de 6 a 12 anos de idade (IOTF, 2000). As médias foram comparadas através de ANOVA (análise de variância), que no caso de apenas dois grupos é equivalente ao teste t. Como resultados, verificamos que 64,0% das crianças, freqüentam a academia de 3 a 5 vezes por semana, destes 19 são do sexo feminino e 13 do sexo masculino. Nos resultados para QV 88% (44) apresentaram escore maior ou igual a 48 o que configura boa QV, enquanto que 12% (6) apresentaram escore menor que 48. Para classificar a aptidão física 66% do grupo apresentaram porcentagem de gordura adequada, no entanto 67% apresentaram flexibilidade fraca. O IMC do grupo avaliado apresentou 74% com valores normais, destes 19 são do sexo feminino e 18 do sexo masculino. O grupo apresentou média satisfatória para qualidade de vida 70,5466, valor que excluem as questões não respondidas. A avaliação da consistência interna apresentou um alfa de crombach da ordem de 0,764 o que indica características satisfatórias das respostas quanto à confiabilidade. Na correlação dos dados de qualidade de vida e aptidão física, encontramos resultados significativos para qualidade de vida (domínio autonomia) e estatura, para qualidade de vida (geral), qualidade de vida (domínio autonomia) e qualidade de vida (domínio funções) com o IMC, e também para qualidade de vida (domínio lazer) e flexibilidade. Estes resultados indicaram a existência de correlação de qualidade de vida e aptidão física do grupo avaliado. O estudo nos mostrou que a grande maioria das crianças pesquisadas, apresentaram uma boa QV e que a ApF , não é fator preponderante na percepção subjetiva da QV.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000434445&opt=1

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