Aptidão Física de Adolescentes com Síndrome de Down: Um Estudo de Intervenção de 6 Meses com Acompanhamento Longitudinal de 1 Ano

Por: Dafne Souto Macedo.

75 páginas. 2018 30/08/2018

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Resumo

A Síndrome de Down é ocasionada por uma desordem genética conhecida por trissomia 21, que gera distintos problemas de saúde e consequentemente, níveis muito baixos de aptidão física. A aptidão física que é considerada um importante marcador de saúde e preditor de morbi-mortalidades, constitui-se desfecho fundamental a ser analisado por parecer facilitar o envolvimento contínuo em atividades físicas ao longo da vida. Com isso, esse estudo teve como objetivo geral comparar as respostas observadas em indicadores da aptidão física (força muscular, aptidão cardiorrespiratória, massa magra, massa gorda, conteúdo mineral ósseo, flexibilidade, velocidade, agilidade e lateralidade) de adolescentes com Síndrome de Down expostos a um programa de intervenção multicomponente de 6 meses e acompanhar essas respostas após 6 meses e 1 ano da intervenção. A amostra foi composta por 14 adolescentes com Síndrome de Down, residentes na cidade de João Pessoa e participantes do projeto ?Escolinha + Movimento? realizado na Universidade Federal da Paraíba. A aptidão física foi avaliada através do Densitometria por dupla Emissão de raio-X e testes físicos constituintes da bateria Assessing Levels of Physical Activity (ALPHA) e Koordinations Test für Kinder (KTK). A média e o desvio padrão foram calculados. Utilizou-se a análise de variância de Friedman e a análise de variância multivariada não paramétrica. Calculou-se a magnitude do efeito entre os tempos utilizando como referência o d de Cohen. As análises foram realizadas usando o Software Statistical Package for Social Sciences - versão 24.0 e o software R para a análise de variância multivariada não paramétrica. Observou-se melhora significativa da massa magra (p=0,003) em todos os momentos de avaliações, melhoras significativas das capacidades aptidão cardiorrespiratória (p=0,006), força (p=0,015), velocidade (p=0,028) e agilidade (p=0,001). Para a flexibilidade, os resultados encontrados foram marginalmente significativos (p=0,060). Vale ressaltar que mesmo após 1 ano sem intervenção, os participantes apresentaram valores melhores quando comparados com os inicial. 

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