Aptidão: Qual? Para Quê?

Por: , José Fernandes Filho e José Rizzo Pinto.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano - v.2 - n.1 - 2000

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Resumo

Colocando em questão a dimensão da avaliação da aptidão, os autores fazem uma retrospectiva dos diferentes enfoques para a conceituação de aptidão ao longo da história e suas conseqüências para o homem e a sociedade, até os dias atuais. Baseando-se em opiniões de diferentes autores, analisam a interferência dessas concepções de aptidão total sobre o tipo de vida, sua utilização em alguns momentos históricos pelas ideologias políticas dominantes, indicam sua importância para a qualidade de vida, educação e saúde vinculando-a aos contextos sócio-econômico-culturais e chegam ao conceito de aptidão e bem-estar, como fatores nterdependentes. O objetivo do presente estudo é refletir sobre a evolução que os termos tiveram, ao longo dos anos, e tentar mostrar sua real significância e sentido, à luz dos conhecimentos atuais, para o homem moderno. Alguns fatos, ainda que socialmente esquecidos e desprezados pelos detentores do poder, não podem ser ignorados: a idade competitiva, de rendimento funcional máximo, tem um limite cronológico, mas a vida prossegue com todas as decorrências emocionais e sócio-econômico-culturais mesmo quando a vida produtiva máxima cessa. Se nos enfoques antigos, quando importava a performance, a aptidão dita física, a avaliação já era importante para que o treinamento não se transformasse em fator agressivo, com os aspectos hoje entendidos quando ser apto é, em última análise, ter boa qualidade de vida, avaliar para melhorar com segurança, manter ou mesmo readquirir aptidão, a avaliação e o acompanhamento adequado do processo de sua recuperação tornam-se fundamentais. É neste contexto, do movimento dosado com cuidado, como quem dosa uma medicação, em seus múltiplos enfoques, que deve ser entendida hoje a avaliação nas ciências do movimento, em seus contextos educacionais, nele entendida a atividade física, em seus múltiplos aspectos, a reeducação motora e a saúde. Permitir alcançar tal efeito, deve ser o objetivo primeiro de um bom programa de testagem e avaliação e, posteriormente, de sua aplicação na prescrição e orientação da atividade motora humana, de uma vida ativa em suas diferentes vertentes: no lazer, na ocupação (em todas as imensões) e na competição, visando a obtenção de seres verdadeiramente educados e aptos.

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh/article/view/3939

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