As Aulas de Educação Física Como Instância Pedagógica do Desenvolvimento da Autonomia Moral de Crianças em Busca da Construção da Cidadania.

Por: Alexandre Magno Borja.

206 páginas. 2004

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Resumo

A dificuldade dos profissionais de Educação Física apresentarem contribuições que, pelo menos em parte, possam estabelecer uma fundamentação teórica que demonstre uma possibilidade de colocar em prática, através de suas aulas, o processo de desenvolvimento da autonomia moral de alunos entre nove e dez anos de idade, constituiu-se na problemática que originou o presente estudo. Assim, adotamos como objetivo geral estabelecer uma fundamentação teórica que demonstrasse uma possibilidade de colocar em prática, através das aulas de Educação Física, o processo de desenvolvimento da autonomia moral de alunos entre nove e dez anos de idade, com propósito de viabilizar o exercício da cidadania dos referidos alunos, de acordo com os pressupostos básicos dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Isso foi realizado a partir da consecução de objetivos específicos relacionados com as compreensões fenomenológica e axiológica do ente crianças entre nove e dez anos de idade, como objeto formal de estudo; de uma compreensão fenomenológica das aulas de Educação Física, como objeto prático de estudo e; de uma ordenação axiológica acerca das aulas de Educação Física como um meio de desenvolvimento da autonomia moral deste ente. A fundamentação teórica utilizada para a consecução dos objetivos específicos foi baseada no pensamento de alguns autores: Ortega y Gasset (1947), 1981), Papalia e Olds (2000), Pikunas (1979), Piaget (1994), Cunha (1994), Huizinga (2002), Nietzsche (s/d) , Beresford (1999), Habermas (1989) e Jonas (1995). A metodologia que adotamos foi caracterizada pelo método fenomenológico de Husserl (1990), de acordo com a primeira etapa da descrição fenomenológica e a segunda etapa da redução eidética, substituindo a terceira etapa da reflexão fenomenológica pela reflexão ontognoseológica ou ordenação axiológica proposta por Reale (1988). Revelamos neste estudo que as aulas de Educação Física especificamente no contexto do jogo ou atividade (aspecto lúdico), a partir de uma fundamentação teórica respaldada especificamente no contexto da Ética, ou seja, a Ética do Discurso Prático ou Agir Comunicativo, utilizando-se da prática argumentativa, racional e ancorada no princípio de Responsabilidade, cumpre o propósito de viabilizar o exercício da cidadania deste ente crianças entre nove e dez anos de idade, quando se possui como objetivo o desenvolvimento da autonomia moral. Pelo exposto, verificamos a intrínseca relação entre as aulas de Educação Física e o desenvolvimento da autonomia moral dessas crianças, onde as experimentações vivenciadas através do jogo ou atividade agregam valor ao vivido deste ente, mediante o preenchimento positivo da carência principal destacada neste estudo, ou seja, a autonomia moral, e outras carências de natureza Bio-física, Bio-psicológica, Bio-social ou histórica no âmbito de uma questão existencial de circunstância e corporeidade que envolve a Vida de tais entes. Assim, concluímos que este estudo, de alguma maneira contribuiu, pelo menos em parte, para minimizar o problema que lhe deu origem. Por fim, evidenciamos que este estudo se encontra inserido na área temática da Dimensão Sócio-histórica da Motricidade Humana, possuindo como linha de pesquisa os Estudos Filosófico, Político, Psicossociais e Educacionais da Motricidade Humana, tendo como projeto de pesquisa os Valores Humanos na Corporeidade e na Motricidade Humana.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=2135&listaDetalhes%5B%5D=2135&processar=Processar

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