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Uma pesquisa da Academia Americana de Pediatria constatou que as mochilas são as vilãs em 60% dos casos de crianças com problemas nas costas e nos ombros. Carregar a mochila de forma errada e com excesso de peso pode torná-la um fardo que continuará pesando na vida do adulto. Problemas de postura como lordose, cifose e escoliose são os principais associados ao mau uso. "Em casos extremos esses desvios podem provocar uma deformidade", diz o médico Henrique Sodré, do Departamento de Ortopedia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo.

Algumas regras ajudam a evitar dores.

  • Malas com rodinhas: são uma alternativa adequada, desde que na altura certa para que a criança não precise se abaixar para puxá-las.
  • Alças acolchoadas e anatômicas: evitam lesões nos ombros.
  • Peso: no máximo, 10% do peso do estudante
  • Posição: a bolsa deve ficar apoiada na região dorsal e nunca com as duas alças sobre o mesmo ombro. Não convém que o material fique concentrado de um lado só.
  • Cinturão abdominal: evita o atrito da bolsa com as costas e ajuda a manter a distribuição correta do peso da mochila nos dois lados do corpo.
  • Poucos bolsos: mochilas grandes demais ou cheias de pequenos compartimentos tornam-se um incentivo a carregar material desnecessário.

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