As Danças Indígenas na Formação Inicial em Educação Física: App Didático Para o 2º Ciclo do Ensino Fundamental

Por: Denise Guimarães.

199 páginas. 2019 29/07/2019

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Resumo

A dança na formação inicial em Educação Física tem sido objeto de estudo de diversas investigações que abrangem discussões sobre como esse conhecimento chega aos futuros professores. Este conteúdo da Educação Física, inclui a possibilidade de tratamento da temática das danças indígenas. Para contemplar a inserção do ensino das danças indígenas nas disciplinas escolares do ensino fundamental e médio, públicos e privados existe o incentivo da Lei 11.645 de março de 2008 que torna obrigatória a inclusão do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nessas etapas escolares. Além disso, na formação inicial dos cursos de licenciatura o Conselho Nacional da Educação (CNE), perante a Resolução nº 2 de 1 de julho de 2015, determina a inclusão de temas sobre as relações étnico-raciais, assim como, o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Atualmente a Base Comum Curricular (BNCC) propõe o ensino das danças indígenas na área da Educação Física para o segundo ciclo do ensino fundamental. Diante desse contexto, o objetivo geral dessa pesquisa foi produzir e analisar um aplicativo para dispositivos móveis sobre danças indígenas na formação inicial em Educação Física para o segundo ciclo do ensino fundamental. Participaram 40 acadêmicos do curso de licenciatura em Educação Física de uma faculdade privada do interior do Estado de São Paulo. De natureza qualitativa, a pesquisa foi desenvolvida no modelo escandinavo com produção de quatro artigos. No artigo I, buscou-se conhecer as experiências dos acadêmicos com danças e danças indígenas dentro e fora da escola durante a educação básica e no ensino superior. Nos resultados notou-se que as experiências com dança aparecem concentradas no ensino fundamental I, atreladas a momentos de festas e datas comemorativas. As poucas experiências com danças indígenas na educação básica são descrições estereotipadas sem muito sentido e significado das reais condições desses povos. No ensino superior, não se encontrou vivências com as danças indígenas, no entanto, outras danças são citadas pelos estudantes com entusiasmo o que promoveu reflexões sobre o futuro ensino na escola. No artigo II, buscou se identificar o uso e a apropriação das tecnologias pelos estudantes e a visão dos mesmos sobre o modo com que os docentes empregam as tecnologias na prática pedagógica. Os resultados apontam que os docentes utilizam mais recursos tecnológicos para a exposição de conteúdos. Já os estudantes colocam o celular como o segundo recurso utilizado para registro além de oferecer acesso a internet para pesquisas. Verificou-se que este dispositivo móvel é bem aceito pelos acadêmicos por possibilitar mobilidade e flexibilidade para os estudos quando usado de modo consciente, o que poderá influenciar suas futuras ações profissionais. No artigo III foi elaborado e analisado um material didático em forma de aplicativos para dispositivos móveis sobre as danças indígenas com referência as habilidades de ensino da BNCC para o 2º ciclo do ensino fundamental. Nos resultados encontraram-se quatro danças indígenas presentes no Brasil (dança do Cariçu/ norte; dança do Toré/nordeste; dança da Ema/centro-oeste; dança do Xondaro/sudeste e sul). Na produção do material houve a inclusão de imagens, textos, vídeos e documentários os quais foram alojados em uma plataforma online grátis para produção de aplicativos. Alguns limites deram-se na quantidade de abas e no pouco tempo de vídeos oferecido pela plataforma. Por fim, no artigo IV os participantes tiveram acesso aos aplicativos das danças indígenas, elaboraram e implementaram aulas e posteriormente avaliaram os apps. Como resultado notou-se que a mediação docente atrelada às metodologias ativas impulsionou a resolução de problemas a partir do uso de diferentes ferramentas tecnológicas as quais possibilitaram esta ação pedagógica. Quanto a realização das aulas de danças indígenas os estudantes construíram uma variedade de materiais assim como trouxeram outros originais, também utilizaram a tecnologias durante todo o percurso dentro e fora do ambiente educacional, principalmente o celular. Para as aulas de dança indígena os acadêmicos empregaram diversos conteúdos dos aplicativos nos celulares o que promoveu um ensino dinâmico. Alguns limites apontados relacionaram-se ao uso da internet e dos computadores da instituição de ensino superior, classificados como de baixo potencial. Conclui-se, portanto, que as danças indígenas são conteúdos escassos nas escolas, nas aulas de Educação Física, apesar da existência da Lei 11. 645, e também no ensino superior durante a formação dos professores de Educação Física. O celular aparece como um recurso tecnológico muito utilizado pelos alunos no ensino superior, o que aumenta as chances de uso na futura docência. Por fim, a elaboração e a utilização dos aplicativos das danças indígenas foram avaliadas de forma positiva pelos estudantes para uso nas aulas de Educação Física do segundo ciclo do ensino fundamental.

Endereço: http://hdl.handle.net/11449/183436

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