As Políticas e Produções de Sexo/gênero no Esporte: Um Olhar Sobre o Hiperandrogenismo às Vésperas das Olimpíadas Rio 2016

Por: Barbara Pires.
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Resumo

Desde que as mulheres começaram a participar efetivamente das competições olímpicas ao longo do século XX, métodos de investigação, regulação e controle do corpo feminino também começaram a ser implementados e desenvolvidos. De justificativas claramente sexistas no início de 1900, em que questionam o lugar da mulher no esporte, os comitês e as federações esportivas passaram a argumentar aos poucos a favor de uma proteção à categoria de mulheres. Ainda hoje essa proteção pressupõe que regulações e procedimentos sejam feitos para garantir a elegibilidade de atletas em competições a partir de uma distinção sexual. Vemos acontecer, acompanhando outros aspectos da vida social, uma forma de medicalização, sistematização e padronização das regulações esportivas. Então, de contextos onde atletas precisavam levar “certificados de feminilidade” para comprovarem seus sexos até as formalizações desses processos de certificação a partir da entrada da União Soviética nos Jogos, as políticas de verificação de gênero no esporte ganharão cada vez mais contornos científicos. Em 1966, acontece o primeiro teste para determinar visualmente a feminilidade das atletas. Médicas examinavam as genitálias e as características sexuais secundárias das atletas. Essa forma de investigação ficou conhecida como um “nude” ou “naked parade”. Em 1967 o Comitê Olímpico Internacional (COI) implementa outra forma paralela de investigação: a testagem cromossômica. 

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