As Relações de Gênero na Educação do Corpo

Por: Kelly Cristiny Martins Evangelista.

128 páginas. 2018 16/04/2018

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Resumo

Este trabalho trata das mediações entre corpo e gênero na Educação Física, sendo um estudo dissertativo inserido na linha de pesquisa Cultura e Processos Educacionais. A base teórica é constituída por autoras (es) com olhares críticos. O problema que norteou a pesquisa gira em torno da forma como as relações de gênero aparecem nas licenciaturas em Educação Física, buscando entender como estudantes percebem as diferenças entre homens e mulheres de um modo geral e em relação às práticas corporais do curso, uma vez que outras pesquisas apontam a existência de uma educação do corpo sexista na qual ainda existe diferenciação na participação de homens e mulheres em práticas corporais, ocupação de espaços e expectativas comportamentais. Sendo assim, este estudo tem como objetivo analisar como vêm sendo tratadas as relações de gênero por estudantes dos cursos de licenciatura em Educação Física de instituições públicas em Goiânia. Já os objetivos específicos são: analisar a compreensão de estudantes acerca das diferenças entre homens e mulheres; e identificar como questões de gênero perpassam a educação do corpo e das práticas corporais. O trabalho foi pensado pelo viés do método Materialismo Histórico Dialético com abordagem quanti-qualitativa para análise dos dados pesquisados. Para a coleta de dados, a técnica utilizada foi um questionário aplicado para 214 estudantes matriculadas (os) entre o primeiro e oitavo período do curso. A primeira síntese diz sobre a naturalização das diferenças em relação à participação do curso de Educação Física. Desse modo, alunos e alunas citam a cultura como principal argumento para essa realidade, situação que envolve principalmente aulas práticas, pois estudantes observam que os homens utilizam os espaços esportivos com maior liberdade, como um território próprio e legítimo masculino. O discurso presente nos cursos perpassa dois polos: a resistência, não aceitando a realidade; e a naturalização e imutabilidade do contexto cultural. A noção das diferenças entre o masculino e o feminino revelou percepção dual e oposta, pois estudantes expressam criticidade e percepção sobre as temáticas. No entanto, ainda residem permanências, como a interpretação de comportamentos e expectativas que anunciam preservação de noções rígidas e opostas sobre a masculinidade e a feminilidade, observando-se certa tendência a reforçar a heteronormatividade. A partir de uma série de levantamentos, conclui-se que o gênero ainda é uma barreira para expressão corporal, participação em práticas esportivas, dança e ginástica no curso de Educação Física em Goiânia. Além disso, ficou visível que se configura na subjetividade o desejo de se aproximar do modelo de corpo midiático que se repete. Enfim, as práticas corporais realizadas dentro e fora da instituição também estão sujeitas a diferenciações de gênero, refletindo uma educação do corpo culturalmente direcionada pela concepção científica e cultural de sujeitos masculinos e femininos.

Endereço: http://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFG_4ac10bfbd535fa1b17e89ee0e4e6591f

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