As Relações Entre as Organizações Não Governamentais e o Governo do Estado do Paraná no Campo Esportivo.

Por: Isabel Cristina Martines.

Políticas Públicas e Esporte no Brasil.

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Resumo

O esporte tornou-se um dos maiores fenômenos sociais e, inquestionavelmente, um dos mais expressivos acontecimentos culturais da contemporaneidade. O imenso espaço ocupado na mídia mundial, o investimento de grandes quantidades de verbas, as evidentes inter-relações do esporte com a política e a economia de muitos países, bem como os milhares de pessoas que vivem e se envolvem com os fatos esportivos, são alguns dos indicadores desta afirmação.

Nesse contexto, que poderíamos chamar de contínua consolidação e expansão, é possível perceber que, principalmente nos últimos anos, novas formas de organização, oferta e demanda do esporte surgiram em nosso país; e diversas instituições, tanto do setor público quanto do setor privado, têm passado a envolver-se mais intensamente com as questões esportivas. Exemplo disso é que, além dos órgãos públicos – como o ministério, as secretarias, as autarquias e demais instâncias governamentais responsáveis pela oferta do esporte a todos como um direito social –, um grande número de empresas privadas, clubes sociais, associações de moradores e instituições do Sistema S (Sesi, Sesc) – apenas para citar alguns – tem passado a incorporar o esporte no conjunto de suas ações.

A partir dessa conjuntura, parece-nos razoável chamar a atenção para um tipo muito particular de instituição, que se destacou consideravelmente nas últimas duas décadas e que, desde então, tem passado a exercer um papel significativo na elaboração e na oferta de programas no âmbito esportivo: as chamadas organizações não governamentais, ou simplesmente ONG, como são comumente conhecidas.

Considerando esse panorama, bem como observando as inter-relações que passam a existir entre as ONG e o esporte e, mais do que isso, percebendo a frequente aproximação desse tipo específico de instituição do poder público, buscamos apresentar aqui uma compreensão acerca das relações entre os agentes inseridos nesses espaços sociais. Neste sentido, buscamos evidenciar a lógica de funcionamento, com também os mecanismos sociais e legais, que regulam as parcerias entre as ONG que trabalham com a oferta de esporte e a atual gestão do governo do Paraná[1].

 

[1]  Este capítulo é fruto da dissertação de mestrado, defendida junto ao programa de pós-graduação em Educação em Física da Universidade Federal do Paraná, no ano de 2009, sob a orientação do professor doutor Fernando Marinho Mezzadri. O projeto deste estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPR sob o nº de Registro CEP/SD 520.057.08.04 e CAAE 0024.0.091.000-08.

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