Aspectos genéticos e ambientais da atividade física habitual e da aptidão física relacionada à saúde : um estudo com crianças e adolescentes gêmeos.

Por: Julio Cezar Fernandes da Silveira.

2010 00/00/0000

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Resumo

O presente estudo buscou estimar os efeitos genéticos e ambientais no nível de atividade física habitual e na aptidão física relacionada à saúde por meio do estudo de diferentes expressões fenotípicas em crianças e adolescentes gêmeos. A amostra foi do tipo intencional não probabilística, formada por 52 pares de gêmeos, sendo 25 do sexo masculino (MZ= 10; DZ= 15) e 28 do feminino (MZ= 14; DZ= 13) com idades de 7 a 17 anos. As variáveis estudadas foram: zigotia (dermatóglifos; questionário); antropometria (massa corporal; estatura) e composição corporal (DEXA); aptidão física relacionada à saúde: abdominal modificado; barra modificada; sentar e alcançar modificado e vai-e-vem de 20 metros (FITNESSGRAM); análise sangüínea (triglicerídeos; colesterol; glicose); atividade física (acelerometria). Inicialmente realizou-se o cálculo do coeficiente de correlação intraclasse (CCI) para os gêmeos MZ e para os DZ em cada fenótipo. Posteriormente foram calculados os efeitos genéticos (h2), do envolvimento comum (c2) e do envolvimento único (e2), por meio de equações específicas. Por fim, foi utilizada a correlação linear de Pearson para relacionar a atividade física com os componentes sangüíneos. Os resultados indicaram para os fenótipos da atividade física predominância dos efeitos genéticos (80%) na atividade física relacionada a escola e/ou trabalho # AFET, e na atividade física relacionada ao lazer # AFRL (78%) e uma equivalência destes efeitos e do envolvimento comum na atividade física total # AFT (h2= 44%;c2= 44%). Nos fenótipos da aptidão física verificou-se predominância moderada dos efeitos genéticos na força/ resistência abdominal (44,8%); na flexibilidade (48%); e na capacidade cardiorrespiratória (48%) sendo estes efeitos elevados na força/ resistência de tronco (72%). Nos fenótipos da composição corporal, houve predominância dos efeitos genéticos no IMC (48%); e do envolvimento comum na massa magra (88%) e no tecido adiposo (68%). Nos fenótipos sanguíneos houve predominância moderada dos efeitos genéticos no colesterol total e glicose (46%) e moderada/ elevada no colesterol LDL (58%). As correlações entre AFT e variáveis sanguíneas nos gêmeos MZ mostraram-se negativas para o CT; LDL; TGL e GLI e positiva para HDL, sendo estatisticamente significante para os primeiros três componentes. Nos gêmeos DZ as correlações não foram significantes, e se mostraram positivas para CT; LDL; GLI e TGL, sendo negativa para HDL. Os efeitos genéticos foram moderados ou elevados para os fenótipos da atividade física habitual; para os fenótipos sangüíneos, e, para os fenótipos da aptidão física relacionada à saúde, exceção a composição corporal onde houve predominância dos efeitos do envolvimento comum.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/93605

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