Associação da Cognição, Escolaridade e Atividade Física com a Qualidade de Vida em Uma Amostra de Idosas de Ponta Grossa-Pr

Por: Fabio Ricardo Hilgenberg Gomes.

158 páginas. 2016 23/03/2016

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Resumo

A população brasileira e mundial está apresentando um avanço na média da idade, devido ao aumento da expectativa de vida, do bem-estar da população e da redução da taxa de natalidade. Nesse ínterim, o foco principal da pesquisa foi investigar a associação da cognição, escolaridade e prática habitual da Atividade Física (AF) kcom a percepção da Qualidade de Vida (QV) em idosas. Foram investigadas 544 mulheres do Departamento do Idoso da Fundação PROAMOR, do município de Ponta Grossa - Paraná. Como Instrumentos de medida, utilizaram-se os questionários: Mini Mental State (FOLSTEIN et al., 1975), para avaliar o nível/estado cognitivo; Sociodemográficos (MAZZO, 2003) e Socioeconômico da ABEP (2015), ambos para caracterização da amostra; International Physical Activity Questionnaire-IPAQ (2008), para classificação da atividade física; WHOQOL-BREF e WHOQOL-OLD, ambos para verificar o nível de QV. Nesse contexto, está pesquisa se caracteriza como descritivo correlacional, do tipo transversal. O delineamento básico consiste em descrever e determinar a relação que existe entre as variáveis e a sua predição. Para a análise, foi utilizada a estatística descritiva, mediante os indicadores de frequência absoluta e relativa para caracterização da amostra e classificação da atividade física ativa ou não ativa. Para a análise da QV foi utilizada a estatística descritiva e de associação do coeficiente de correlação de Pearson entre a prática habitual de atividade física com a QV e seus domínios, e comparação de nível de atividade física com a QV, com o grau de escolaridade e nível cognitivo através da Análise multivariada da variância (MANOVA). Os Resultados mostraram dados demográficos com idade média de 68,90 anos; de cor branca (82%); casada (38,6%); analfabeta ou primário incompleto (45,8%); com 5,17 anos de estudo; aposentada (50%); sem remuneração extra (81,3%) e da classe C (55,7%). A média de QV foi de 75,00, com melhor escore no domínio psicológico (70,83) quando se trata de QV geral. O nível de atividade física (405 ativas) e escolaridade teve um impacto influente (p-valor<0,05) sobre QVG e QV do Idoso, pois todos os testes individuais apresentaram igualmente elevada significância (p-valor<0,01). O poder estatístico para os testes foi acima de 0,80 (vetor QV geral + QV específico idoso). Nas avaliações pelos testes multivariáveis, os tamanhos de efeitos atribuíveis à escolaridade foram maiores (?2=0,031) dos que à atividade física (?2=0,017). O Nível de Atividade Física mais Escolaridade explicam igualmente a variabilidade de QV geral (?2=0,034) e de QV específico do idoso (?2=0,036). Portanto, a Atividade Física e a escolaridade, quando controladas, beneficiaram a QV na amostra das idosas avaliadas. Levantou-se a necessidade de a Educação desenvolver mais estudos de QV e saúde na população idosa. Nesse ínterim, a Atividade Física é uma possibilidade de aproximação da Educação para com os idosos, por meio de abordagem em Saúde Renovada. A aproximação da educação com QV na população idosa pode acontecer pela atividade física, sendo esta uma 'solda' no elo educativo do movimento humano. Para tanto, este estudo afirma para a presente amostra que a ATIVIDADE FÍSICA e a ESCOLARIDADE influenciam positivamente a QUALIDADE DE VIDA da população IDOSA.

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/43095

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