Associação da Competência Motora com Fatores Sociodemográficos e Biológicos de Crianças

Por: Márcio Vidigal Miranda Júnior.

99 páginas. 2018 24/07/2018

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Resumo

A competência motora (CM) pode ser definida como o grau de desempenho habilidoso em uma grande variedade de tarefas motoras. Diferentes fatores têm sido associados à competência motora, tais como, sociodemográficos: idade e sexo; biológicos: estado nutricional e composição corporal; e comportamental prática de atividade física extraescolar. Entretanto, a influência de outras variáveis na aquisição da competência motora, como a condição socioeconômica, medidas antropométricas, ainda é desconhecida. Com isso, o objetivo do estudo foi avaliar a associação da CM com fatores sociodemográficos, biológicos e com a prática de atividade física de crianças. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa transversal. Foram avaliadas 172 crianças de ambos os sexos, com idades entre 6 a 10 anos, da Escola Municipal João XXIII, localizada na cidade de Tabuleiro/MG. A CM foi avaliada pelo Teste de Coordenação Corporal para Crianças – KTK, também foram avaliadas a estatura e o peso, para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), o perímetro da cintura (PC), para o cálculo da Relação cintura-estatura (RCE). O percentual de gordura corporal (%GC) foi avaliado pelo exame de bioimpedância, assim como a massa de gordura e massa muscular. Ainda foram avaliadas o tamanho da perna, o comprimento do pé e a envergadura. Foram realizadas análises bivariada e multivariada. As Análises de Correspondência Múltipla (ACM) e de Regressão Linear Múltipla (RLM) foram utilizadas para verificar a associação da CM com os fatores investigados. As análises estatísticas foram realizadas no programa SPSS, versão 20.0, com nível de rejeição de hipótese de nulidade de α = 5%. A CM média das crianças foi 42,66 (± 10,97) pontos. As análises bivariadas mostraram que a CM teve relação de pequena a moderada com idade (p < 0,001), %GC (p= 0,006), Relação cintura-estatura (RCE) (p < 0,001), tamanho da perna (r: 0,316, p < 0,001) envergadura (r= 0,404, p < 0,001) e prática de atividade física extraescolar (p= 0,007). A Análise de Correspondência Múltipla (ACM) revelou associação moderada entre a classificação da CM com a idade mais elevadas, o %GC adequado e com a prática de atividade física extraescolar (α de Cronbach das dimensões 1 e 2 foram de a 0,443 e 0,601, respectivamente). O modelo final da análise de Regressão Linear Múltipla (RML) constatou que quanto maior a idade (β: 3,26, p < 0,001) e a envergadura (β: 0,224, p: 0,037), maior foi a CM. De modo contrário, quanto maior os valores de %GC (β: -0,80, p: 0,037) e perímetro da cintura (β: -0,56, p: 0,01) menor foi o escore de pontuação da CM no KTK. Conclui-se que a avaliação da CM apresentou associação concomitante e independente principalmente com idade, envergadura e medidas da composição corporal, como o PC e a gordura corporal. Isto confirma que a prática de intervenção, avaliação e classificação da CM das crianças devem ser planejadas de forma multifatorial, envolvendo ações que atinjam os aspectos sociodemográficos, biológicos e comportamentais.

Endereço: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/7092

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