Associação Entre a Composição Corporal, Fadiga e Sonolência Excessiva Diurna em Indivíduos com Doença de Parkinson

Por: Candice Alvarenga Coelho.

72 páginas. 2016 20/12/2016

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Resumo

A doença de Parkinson (DP) é um processo neurodegenerativo conhecido por suas características clássicas: tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural. Entretanto, apesar da DP ser classicamente descrita como desordem do movimento, sintomas não motores (SNM) também fazem parte da doença, a exemplo da fadiga e da sonolência excessiva diurna (SED). As evidências dos SNM comprometendo também a execução das atividades da vida diária são inegáveis, porém é o declínio motor que é priorizado nas avaliações médicas. O prejuízo motor se traduz em redução da massa e força muscular, velocidade e equilíbrio, em especial naqueles com a forma rígida (FR) que possui sintomas axiais e têm predomínio de bradicinesia. A forma tremulante (FT) teria curso evolutivo mais benigno em relação à função motora e menor incidência de declínio cognitivo na fase avançada. As modificações da composição corporal, incluindo redução da massa muscular com substituição por tecido gorduroso fazem parte do processo natural do envelhecimento, porém são mais frequentes nos portadores da DP. Além disso, SNM como fadiga e SED comprometem significativamente a realização de exercícios, fato que contribui para progressão da sarcopenia. Objetivo: Analisar a associação entre composição corporal, fadiga e SED em pacientes acometidos pela DP. Métodos: Fizeram parte do estudo 48 portadores de DP que foram submetidos à avaliação neurológica e classificados como sendo 26 FR e 22 FT nos estágios entre 1 e 3 de HY. Todos foram avaliados através das escalas de Severidade da Fadiga e de Sonolência de Epworth, sendo que esta última escala foi também mensurada por familiares de 23 acometidos. A composição corporal foi medida através da densitometria por emissão de raios X de dupla energia (DXA). Resultados: 31 indivíduos apresentaram fadiga (64,5%), destes 21 possuíam a FR. A SED acometeu 21 (43,75%) dos 48 participantes, sendo 13 com a FR. Os dois SNM juntos foram detectados em 17 sujeitos (35,4%), 13 FR e 4 FT. Os indivíduos com a FR apresentaram maior percentual de gordura e fadiga, além de maior Índice de Massa Corporal (IMC). Os familiares observaram maior sonolência que a identificada pelos participantes, sendo esta percepção estatisticamente significativa. Conclusão: verificou-se uma relação significante entre a forma rígida da DP com maiores níveis de fadiga e percentual de gordura corporal e maior IMC. Além disso verificou-se que a percepção de SED foi maior naqueles com rigidez predominante. Foi observada uma divergência significante entre a percepção da sonolência apresentada pelos portadores da doença e a observação objetiva de seus familiares.

Endereço: http://googleweblight.com/?lite_url=http://repositorio.unb.br/handle/10482/21979&lc=pt-BR&s=1&m=638&host=www.google.com.br&ts=1513593530&sig=AOyes_QL0NFLdsHZZ8CelSK9EWgwmU8LDQ

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