Associação Entre Atividade Física de Lazer e de Transporte com o Ambiente Construído em Adultos Residentes da Cidade de Curitiba

Por: Adriano Akira Ferreira Hino.

123 páginas. 2010 14/04/2010

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Resumo

Evidências indicam que o ambiente onde as pessoas vivem possui grande influência no comportamento fisicamente ativo. O atual entendimento destas relações é baseado em estudos existentes realizados em países desenvolvidos e culturalmente distintos do contexto Brasileiro. O objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre indicadores do ambiente construído e a prática de atividade física de lazer e transporte de adultos residentes na cidade de Curitiba-PR, Brasil. Foi realizado um estudo epidemiológico de corte transversal por meio de um inquérito telefônico. A amostra do estudo foi composta por 097 residentes, sorteados de maneira aleatória a partir de 9 unidades primárias de amostragem formadas a partir dos 75 bairros da cidade e classificados de acordo com características do ambiente e renda. Para avaliação das variáveis de AF foi aplicado o IPAQ versão longa. Entre 2097 pessoas entrevistadas, 1206 foram corretamente geocodificadas e responderam corretamente todas as questões. Os indicadores do mbiente foram obtidos por meio do Sistema de Informação Geográfica e computados para uma área de 500m em torno de cada residência de acordo com a rede de ruas a partir da residência do participante. O oftware ArcGis 9.2 foi utilizado para realização das análises geoprocessadas. Para verificar a relação entre as variáveis do ambiente construído e a AF foi utilizada a análise de regressão logística por meio do software estatístico STATA 8.0. Pessoas que vivem em áreas de maior renda apresentaram maior chance de caminharem em níveis recomendados no lazer (OR=2,77 IC95%=1,97-1,79). Com relação à prática de AF de intensidade moderada a vigorosa, o número de academias (OR=1,89 IC95%=1,21-2,97) e a distância até o centro de esporte e lazer (OR=2,26 IC95%=1,04-4,89) apresentou associação significativa. Após considerar as características individuais, o acesso a ciclovias foi inversamente associado à caminhada para o deslocamento. Pessoas que moram em áreas de maior renda (OR=0,26; IC95%=0,08-0,81), com maior número de semáforos (OR=0,27; IC95%=0,09-0,88) e uso misto de solo (OR=0,52; IC95%=0,31-0,88) possuem menor chance de utilizarem a bicicleta como meio de deslocamento. Os resultados do presente estudo demonstraram que as características do ambiente construído estão associadas com a prática de AF de lazer e como forma de transporte. Futuros estudos devem levar em consideração aspectos mais ualitativos associados com os dados geoprocessados, uma vez que características importantes como a qualidade das estruturas e segurança pública não foram considerados no presente estudo.

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/25496

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