Associação Entre Características Morfo-fisiológicas e Funcionais com as Atividades da Vida Diária de Mulheres Idosas Participantes em Programas Comunitários no Município de Curitiba-pr

Por: Maressa Priscila Krause.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano - v.9 - n.2 - 2007

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Resumo

Objetivo: examinar a associação do nível de atividade física e as variáveis da aptidão física e funcional com a performance das Atividades da Vida Diária (AVDs), em mulheres idosas. Metodologia: A amostra foi constituída por 1.069 mulheres (≥60 anos). O nível sócio-econômico, nível de atividade física, e atividades da vida diária foram determinados através de questionários, enquanto que a aptidão física e funcional foi avaliada através da composição corporal, aptidão cardio-respiratória e neuro-muscular. Foram utilizados valores descritivos, ANOVA one way, post hoc Tukey, correlação de Pearson e, análise de regressão logística (p<0,05). Resultados: A partir da análise antropométrica verifi cou-se que as mulheres mais velhas apresentam menor adiposidade corporal, principalmente na região superior do corpo, quando comparada às mulheres pertencentes à faixa etária mais jovem. As mulheres mais jovens apresentaram maior nível de atividade física, nas categorias total, doméstica e esportiva, quando comparadas às mais idosas. Relação similar pôde ser observada na performance de todas as variáveis da aptidão física e funcional. Além disso, ao comparar a dependência e a perda da independência entre as faixas etárias (mais jovens para as mais idosas) percebeu-se que ocorreu um aumento da dependência. Essa relação é confi rmada através da análise de regressão logística, onde a idade demonstrou ser preditora da dependência ou da perda da independência (p=0,016 e, p<0,001, respectivamente). A análise multivariada, demonstrou que o nível de atividade física esportivo foi um forte preditor das AVDs (grupo inferior OR 1,91 IC95% 1,17-3,12; p=0,009). Enquanto que o nível de atividade física (grupo inferior OR = 2,96; IC 95% 2,04-4,29; p<0,001 e grupo médio OR = 1,86; IC95% 1,30-2,65; p=0,001) e a força máxima de membros superiores (grupo inferior OR = 1,91; IC 95% 1,21-2,99; p<0,005) foram preditores das AIVDs. Conclusão: O avanço da idade, indiscutivelmente, ocasiona uma diminuição da independência, sendo assim, é esperado que os indivíduos reduzam suas capacidades físicas e funcionais. A manutenção do nível de atividade física, principalmente da prática regular de exercícios físicos pode sustentar a independência por um período de tempo mais longo. Sendo assim, sugere-se que as iniciativas de saúde pública sejam planejadas com o objetivo de manutenção da saúde, da vida independente, e consequentemente de uma satisfatória qualidade de vida aos idosos. Para tal, aconselha-se programas de intervenção que promovam exercícios físicos regulares, com o devido planejamento e controle, para esta população.

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh/article/view/4066

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