Associação Entre Percepção de Saúde e Consumo de álcool em Trabalhadores da área de Saúde

Por: César Aparecido Agostinis Sobrinho, Elto Legnani, Flavia Fernanda Cunha, João Marcos Ferreira de Lima Silva, Katiane Vilan e Rosimeide Francisco Santos Legnani.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Estudos recentes apontam para a possível associação entre componentes do estilo de vida e percepção de saúde em trabalhadores. O objetivo desse estudo foi verificar a associação entre o consumo de álcool e a percepção de saúde em trabalhadores da área de saúde. Foram analisadas informações obtidas através de um questionário respondido por 255 sujeitos (homens e mulheres), com a média de idade de 29 (sd=12,2), sendo 72,3% mulheres e 26,9% homens. Que foram escolhidos por meio de seleção aleatória sistemática. Quanto à percepção de saúde foram consideradas as seguintes variáveis (dicotomizadas): em relação à percepção de saúde, considerou-se "percepção negativa", aqueles trabalhadores que relataram seu estado de saúde atual como "regular ou ruim"; em relação ao nível de stress na sua vida, foram considerados "expostos", os trabalhadores que referiram estar "sempre ou quase sempre estressados"; quanto às dores articulares, foram considerados expostos, os trabalhadores que referiram dores musculares ou articulares "sempre ou quase sempre". Foram considerados expostos ao consumo de álcool, os trabalhadores que referiram consumo de uma dose na semana anterior ao estudo. Os dados foram analisados no programa SPSS (11.0), mediante a utilização do teste de qui-quadrado (p< 0,05). Observou-se que 27,8% dos sujeitos relataram ter ingerido pelo menos uma dose de álcool na semana anterior ao estudo. Um em cada 5 sujeitos referiram percepção de saúde negativa, sendo que desses, 5,9% referiram ter ingerido pelo menos uma dose de álcool (semana anterior). Cerca de 19% dos sujeitos relataram estarem expostos ao stress, destes 5,5% referiram consumo de álcool. Três em cada 10 sujeitos referiu estar exposto a dores musculares ou articulares (sempre ou quase sempre), destes 10% consumiu álcool (semana anterior). Cerca de 22% referiu sentir dores cabeça (sempre ou quase sempre), destes 5,1% referiu ter ingerido pelo menos uma dose de álcool (semana anterior). Não se observou associação significativa entre o consumo de álcool com nenhuma das variáveis analisadas neste estudo. Considerando as limitações inerentes ao trabalho, identificou-se níveis acentuados de percepção de saúde negativa, de exposição ao stress, dores de cabeça e ao consumo de álcool. No entanto, observou-se elevada proporção de sujeitos expostos a dores musculares e articulares. Desse modo, sugere-se que seja implementado um programa de promoção de atividade física e saúde nesse grupo de trabalhadores.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/63_Anais_p263.pdf

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