Atitudes e Condutas Emocionais dos Técnicos de Basquetebol: a Percepção dos Atletas de Duas Equipes do Campeonato da Fgb

Por: e Letícia Borfe.

Caderno de Educação Física e Esporte - v.17 - n.2 - 2019

Send to Kindle


Resumo

Objetivo: Investigar as possíveis diferenças na percepção dos atletas de duas equipes participantes do campeonato promovido pela Federação Gaúcha de Basquete (FGB), em relação aos comportamentos, atitudes, condutas, fluência da comunicação e estados emocionais dos técnicos. Métodos: Foram sujeitos deste estudo 25 atletas adolescentes, na faixa etária entre 14 e 15 anos. A investigação baseou-se com delineamento ex-post-facto, de caráter descritivo comparativo, e teve como instrumento o questionário Coaching Behavior Questionnaire com perguntas objetivas em uma escala de Likert de 1 a 4. Para verificar as questões mais e menos valorizadas, estratificados, por dimensões, foi utilizada a estatística descritiva, apresentando as médias e o desvio padrão. Resultados: Fica evidente que existiram diferenças entre as filosofias dos dois clubes pesquisados, devido, principalmente, aos comportamentos e condutas apreendidas dos atletas em relação aos seus educadores. Os atletas da equipe A possuem médias superiores em relação aos atletas da equipe B. Conclusão: A percepção de uma equipe é distinta da outra, mostrando o papel fundamental que o treinador tem no seu trabalho profissional e pedagógico.

Referências

AFONSO, J. Como desenvolver no atleta a capacidade de controle emocional em situações de elevada pressão. Lecturas: Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, v. 11, n. 105, 2007. Disponível em: . Acessado em: 19 de junho de 2019.

BARRETO, J. A. Psicologia do esporte para o atleta de alto rendimento. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

BECKER, B. J. Manual da psicologia do esporte e exercício. Porto Alegre: Nova Prova, 2000.

BECKER, B. J. Psicologia aplicada ao treinador esportivo. Novo Hamburgo: Feevale, 2002.

CELESTINO, T. F. S.; LEITÃO, J. C. G. C.; PEREIRA, A. M. A. Determinantes para a excelência na Orientação: as representações de treinadores e atletas de elite. Retos, Murcia, v. 35, n. 1, p. 91-6, 2019.

COLLADO MARTINEZ, J. A.; SANCHEZ SANCHEZ, M. El proceso de llegar a ser excelente en el deporte: el caso de Pau Gasol. Cuadernos de Psicología del Deporte, Murcia, v. 17, n. 3, p. 231-8, 2017.

GUILLÉN, F. G. Psicopedagogía de la actividade física y el deporte. Armenia: Kinesis, 2003.

JOWETT, S. Interdependence analysis and the 3+1Cs in the coach-athlete relationship. In: JOWETT, S.; LAVALEE, D. (Eds.) Social Psychology in Sport. Champaign: Human Kinetics, 2007. p. 15-27.

KENOW, L. J.; WILLIAMS, J. M. Relationship between anxiety, selfconfidence, and evaluation of coaching behaviors. The Sport Psychologist, Champaign, v. 6, n. 4, p. 344-57, 1992.

KERLINGER, F. N. Metodologia da pesquisa em ciências sociais. São Paulo: EPU, 2003.

MACHADO, A. A. Psicologia do esporte. Jundiaí: Fontoura, 1997.

MIRANDA, R.; BARA FILHO, M. G. Estados psicológicos do atleta competitivo. Revista Treinamento Desportivo, Londrina, v. 4, n. 3, p. 61-8, 1999.

OKUMA, S. L.; FERRAZ, O. L. Pedagogia do movimento humano. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v. 13, n. Esp., p. 78-87, 1999.

QUADROS JUNIOR, A. C.; VICENTIM, J.; CRESPILHO, D. Relações entre ansiedade e psicologia do esporte. Lecturas: Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, v. 11, n. 98, 2006. Disponível em: . Acessado em: 21 de junho de 2019.

RIBAS, N.; FAGUNDES, T.; MACEDO, F. A adolescência e suas implicações para a prática esportiva. Cinergis, Santa Cruz do Sul, v. 4, n. 2, p. 43-60, 2003.

RIBEIRO, V. B.; OLIVEIRA, S. R. G.; SILVA, F. G. Preditores psicológicos, reações e o processo de intervenção psicológica em atletas lesionados. Ciências e Cognição, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, p. 70-88, 2013.

ROCHA, C. M.; CAVALLI, F. Percepção de atletas adolescentes acerca de comportamentos de liderança de seus técnicos esportivos. Revista Movimento e Percepção, Espírito Santo de Pinhal, v. 6, n. 8, p. 105-27, 2006.

SAMULSKI, D. Psicologia do esporte. São Paulo: Manole, 2002.

SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: teoria e aplicação prática. Belo Horizonte: Centro Audiovisual da UFMG, 1995.

SULLIVAN, P.; JOWETT, S.; RHIND, D. Communication in sport teams. In: PAPAIOANNOU, A. G.; HACKFORT, D. (Eds.) Routledge companion to sport and exercise psychology: global perspectives and fundamental concepts. London: Taylor & Francis, 2014. p. 559-70.

TIGGEMANN, C. L.; MENEZES, L. R.; KUNRATH, C. A.; DIAS C. P. Relação entre fadiga neuromuscular, ansiedade e estresse com o desempenho técnico durante partidas de basquetebol. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v. 12, n. 80, Supl. 3, p. 1171-9, 2018.

TOZETTO, A. B.; MILISTETD M.; COLLET C.; ILHA, T.; ANELLO, J. L.; NASCIMENTO J. V. Treinadores de basquetebol: os desafios da prática na formação esportiva de jovens. Cuadernos de Psicología del Deporte, Murcia, v. 19, n. 1, p. 291-301, 2019.

VILANI, L. H. P. Considerações gerais da psicologia do esporte pediátrica: uma revisão da influência do contexto psicológico sobre jovens atletas. 2001. 96f. Monografia (Especialização em Treinamento Esportivo) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2001.

WEINBERG, R. S.; GOULD. D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.

Endereço: http://e-revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/view/22163

Comentários


:-)





© 1996-2021 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.