Atividade de Aventura: Algumas Reflexões

Por: Lívia Quirino Melo Medeiros, Rayra Possatto Guadio Barbosa e Salvador Inácio da Silva.

VIII Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura - CBAA

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Resumo

É notável o crescimento das atividades de aventura no cenário brasileiro, seja no âmbito do lazer, esportivo ou turístico. Embora a demanda mercadológica esteja cada vez mais crescente, a profissionalização desta área não tem acompanhando tal intento. Nesse contexto, surgem as disciplinas voltadas à aventura em alguns cursos de graduações, como Turismo e Educação Física. O curso de Educação Física da Universidade Vila Velha – UVV; via a disciplina de Teoria e Prática do Lazer II, oportuniza aos acadêmicos, diferentes vivências de lazer de aventura. O aquatrekking é uma das atividades organizadas e realizadas pelo professor responsável da disciplina citada anteriormente. Descrevendo-a, a mesma acontece num córrego com obstáculos naturais disponibilizados ao longo de uma caminhada. Como desafio, o trilheiro encontra no decorrer da trilha, pedras, troncos de árvores, galhos, diferentes volumes de água e pequenos animais. A direção da atividade pode ser a favor ou contra a correnteza do córrego. Para compor o cenário, buscamos durante o percurso as quedas d’água, formando pequenas cascatas ou até mesmo cachoeiras, inclusive os remansos, espaços mais extensos dos córregos de baixa profundidade, com volume de água grande e lento. Nas margens dos rios e dos córregos, procuram-se árvores altas e trilhas de fuga; espaços de recuos destinados aos resgates para caso de acidentes ou incidentes. No geral é um espaço propício a uma atividade de aventura, um cenário bucólico, contemplativo e diferenciado do cotidiano, representante das incertezas e das imprevisibilidades. Mapeado anteriormente à realização da atividade propriamente dita, a trilha é estudada e analisada pelo GELEA (Grupo de Estudo Lazer, Ecologia e Aventura), que é responsável por verificar a sua viabilidade para a boa prática de aventura com riscos controlados e de baixo impacto à natureza. Atualmente são duas trilhas mapeadas. Uma no município de Guarapari, num lugarejo chamado de Pernambuco, próximo a Buenos Aires, há 60 km da instituição universitária. E a outra no município de Alfredo Chaves, no lugarejo chamado de Carolina, próximo a Matilde, à 140 km da instituição universitária. Ambas com 4 km de trilha e uma média de três horas de atividade. Para maior segurança, os grupos são formados por dez trilheiros, um guia e três apoios; totalizando quatorze pessoas. Durante o percurso são realizadas atividades de percepção ambiental, buscando trabalhar no trilheiro um olhar mais atento ao espaço novo, despertando neste indivíduo, os sentidos necessários para a sua relação com ele, com a natureza e com os outros participantes. Incluímos também nesse contexto, momentos de hidratação, alimentação, contemplação e reflexão sobre diversos temas. Geralmente são temas; como: impacto ambiental, o homem e a natureza, o êxodo urbano, o escapismo, os riscos, as emoções contraditórias e formação profissional. O objetivo deste texto foi apresentar a atividade de aventura AQUATREKKING e como a mesma é organizada a luz da disciplina de Teoria e Prática do lazer II quando pensamos em auxiliar na formação acadêmica do profissional de educação física visando a preparação para as novas demandas do mercado. Para isso utilizamos os procedimentos descritivos e exploratórios; dialogando com alunos e professores. 

Endereço: http://cev.org.br/biblioteca/anais-do-viii-congresso-brasileiro-de-atividades-de-aventura-cbaa

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