Atividade Física na Adolescência: Influência da Motivação e dos Fatores Associados

Por: Maick da Silveira Viana.

2014 00/00/0000

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Resumo

Baseada na Teoria da Autodeterminação, esta tese teve por objetivo analisar as relações entre a motivação e os fatores associados à prática de atividades físicas de adolescentes, identificando como a interação entre estas variáveis influencia o envolvimento dos adolescentes com a prática de atividades físicas. Para tal, foram realizados três estudos de revisão de literatura e quatro empíricos. As revisões sistemáticas da literatura seguiram os critérios da Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. Quanto aos empíricos, tratam-se de um estudo de validação, realizado com amostra específica, e outros três epidemiológicos. A população investigada é composta por adolescentes de 14 a 19 anos, estudantes do 9º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio de escolas públicas estaduais administradas pela Gerência de Educação da Grande Florianópolis/SC. Compuseram a amostra 2.285 estudantes da região investigada (3,8% de perda de questionários), sendo 1.224 (53,6%) meninas e 1.061 (46,4%) meninos. Utilizou-se um questionário on-line respondido na própria escola. Foram coletadas informações relacionadas a fatores demográficos, socioeconômicos, ambientais, escolares, psicossociais, comportamentais e físicos. A prática de atividades físicas foi verificada por meio de um questionário de avaliação dos estágios de mudança de comportamento, e a motivação para a prática com o Behavioral Regulation in Exercise Questionnaire - 2. Os dados foram analisados no programa Statistical Package for Social Sciences – SPSS® versão 20.0. Meninos foram mais ativos do que as meninas. Após ajustes os fatores associados à prática de atividades físicas, independente do sexo, foram os relacionamentos interpessoais, autoavaliação das experiências com as práticas de atividades físicas e percepção sobre as capacidades físicas. Exclusivamente para as meninas estiveram associados a escolaridade, estados de humor e deslocamento ativo para a escola. Experiências vivenciadas com as práticas de atividades físicas pelas meninas foi o único fator que permaneceu associado à prática de atividades físicas quando considerada sua interação com o perfil motivacional. Quanto às regulações motivacionais, estiveram associadas à maior parte dos fatores investigados, e adolescentes com perfil autodeterminado praticavam mais atividades físicas do que aqueles regulados externamente ou com baixa motivação. Na análise ajustada, o perfil motivacional das adolescentes se associou à prática de atividades físicas independente da interação com série e turno de estudo, qualidade dos relacionamentos interpessoais e transporte ativo para a escola. Para os meninos, a motivação perdeu significância em todos os casos. Os resultados confirmam a importância das motivações autodeterminadas para a aderência à prática de atividades físicas e o valor de experiências positivas. Estratégias que busquem aumentar a atividade física dos adolescentes devem fomentar motivações autodeterminadas.

Endereço: http://www.tede.udesc.br/

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