Atividade Física, Comportamento Sedentário, Indicadores Relacionados à Saúde e Desempenho Escolar em Adolescentes : Um Estudo Prospectivo de Três Anos

Por: Gustavo Aires de Arruda.

2016 19/07/2016

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Resumo

Os objetivos deste estudo foram verificar a associação prospectiva da prática de esporte e/ou exercício físico (PEEF) com fatores de risco cardiovascular, dor na coluna e o desempenho escolar. E também verificar a estabilidade da prática de atividade física, comportamento sedentário, fatores de risco cardiovascular, dor na coluna e o desempenho escolar do início para o final da adolescência. Participaram das análises entre 231 e 265 indivíduos (rapazes: ~ 50%) com idade inicial média de 13,9 (Desvio padrão = 1,2) anos. As informações quanto à prática de atividade física, comportamento sedentário e a PEEF de moderada à elevada intensidade (≥ 150 min/sem) foram obtidas por meio de questionário. Os fatores de risco cardiovascular verificados foram o Excesso de Massa Corporal (EMC) e a Pressão Arterial Elevada (PAE). Foi analisada a presença de dor na coluna vertebral ao menos moderada. O desempenho escolar foi verificado mediante o resultado final de cada disciplina e dicotomizado em “insatisfatório ou satisfatório” e “elevado” (notas ≥ 7,0 em pelo menos 70% das disciplinas, com notas ≥ 6,0 nas demais disciplinas). As informações foram coletadas em dois momentos, com um intervalo médio de três anos. A Regressão Logística Binária foi utilizada para a estimativa da Razão de Chance (RC) e Intervalo de Confiança de 95% (IC95%), de forma bruta e ajustada. Os resultados indicaram que a prática de atividade física (RC ajustada = 3,05; IC95%: 1,77 - 5,26) e o comportamento sedentário (RC ajustada = 1,81; IC95%: 1,03 - 3,19) atuais de adolescentes parecem ser significativamente influenciados pelos respectivos comportamentos de forma prévia, exceto a atividade física com baixa intensidade. As chances de apresentar EMC (RC ajustada = 36,38; IC95%: 13,95 - 94,87), PAE (RC ajustada = 6,96; IC95%: 2,42 - 20,08), dor na coluna (RC ajustada = 3,17; IC95%: 1,75 - 5,75) e desempenho escolar “elevado” (RC ajustada = 9,04; IC95%: 4,61 - 17,74) foram significativamente superiores entre indivíduos que apresentaram estes desfechos anteriormente. A PEEF não apresentou associação com o EMC e o desempenho escolar. A PAE e a dor na coluna após a realização de análises ajustadas também não apresentaram associação com a PEEF, sendo identificado o sexo como uma das principais variáveis de confusão. Os hábitos em relação à atividade física e ao comportamento sedentário no final da adolescência parecem ser significativamente influenciados pelas práticas adotadas no início deste período, sendo exceção apenas a prática de atividade física de baixa intensidade. Os indicadores relacionados à saúde demonstraram associação significativa entre as condições apresentadas no início e no final da adolescência, sendo relevante a adoção de estratégias preventivas quanto a desfechos indesejados. Intervenções utilizando a PEEF por período ≥ 150 min/sem com o objetivo de melhorar os indicadores relacionados à saúde durante a adolescência podem não ser efetivas, sendo recomendável maior acúmulo de tempo. Porém, a PEEF ≥ 150 min/sem no início da adolescência pode contribuir para o aumento da chance de prática ao final deste período. A PEEF não deve ser considerada como uma atividade concorrente quanto ao desempenho escolar elevado

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000207966

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