Atividade Física e Fatores Associados em Adolescentes Ribeirinhos da Amazônia

Por: Felipe Saul da Costa Wanzeler.

151 páginas. 2017 26/09/2017

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Resumo

A Atividade Física (AF) é um fenômeno que recebe destaque no âmbito acadêmico e em políticas públicas contemporâneas em função de seus benefícios diretos e indiretos relacionados à promoção da saúde e prevenção de doenças. No entanto, a prevalência de AF vem, consistentemente, diminuindo em diversas partes mundo, sendo essencial monitorar indicadores de AF e seus fatores associados em diferentes grupos populacionais. Pouco se sabe sobre a AF em populações tradicionais ou rurais, como as que habitam no interior da floresta Amazônica ou os ribeirinhos. Desvelar aspectos relacionados à esse comportamento em populações historicamente relegadas ao anonimato científico é fundamental para que ações e políticas públicas possam ser desenvolvidas de forma adequada às necessidades locais. Nesse sentido, a presente pesquisa estimou a AF e investigou suas potenciais associações com variáveis sociodemográficas e de saúde em uma população de adolescentes escolares ribeirinhos do Distrito do Bailique, Macapá, Brasil. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e de delineamento transversal, com uma amostra composta por 87 estudantes adolescentes entre 14 e 19 anos de idade. A AF habitual foi estimada por meio do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), versão longa. Variáveis sociodemográficas, estado nutricional e percepção de saúde autorrelatadas foram sistematizadas e analisadas. A tabulação de dados e as análises estatísticas de qui-quadrado foram realizadas com o auxílio dos programas EpiInfo e SPSS, considerando o nível de significância em p<0,05. A frequência (70%) de adolescentes fisicamente ativos foi expressiva quando comparada à de outras populações rurais e urbanas. Com relação aos domínios de AF, observou-se diferenças estatisticamente significantes entre os sexos: houve maior frequência de rapazes fisicamente ativos no lazer, enquanto as moças o foram nas atividades domiciliares. Associações entre a AF e outras variáveis independentes foram semelhantes às evidenciadas em estudos sobre o tema, destacando-se a associação entre AF total e classe econômica. A presente pesquisa fornece informações relevantes para a compreensão de algumas variáveis associadas aos padrões de AF dos ribeirinhos adolescentes. Sugerimos a realização de mais estudos a partir da realidade dessas populações, com métodos e instrumentos que possibilitem a compreensão de outros determinantes sociais e também da subjetividade dos seus participantes, uma vez que o contexto em que vivem se difere dos contextos rurais e urbanos evidenciados na maioria dos estudos.

Endereço: http://googleweblight.com/?lite_url=http://repositorio.unb.br/handle/10482/24652&lc=pt-BR&s=1&m=638&host=www.google.com.br&ts=1513259751&sig=AOyes_Q314-dEGz1p4f3FjaWkS6B0LQVQA

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