Atividade Física e Fatores Associados em Idosos Longevos

Por: Edson Rios D. Angelo.

2016 26/02/2016

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Resumo

Objetivo: avaliar os fatores associados que interferem na prática da atividade física em idosos longevos assistidos na atenção básica de saúde. Método: trata-se de um estudo analítico, quantitativo e de corte transversal. A amostra foi constituída por 98 idosos de 80 anos ou mais comunitários assistidos pela Estratégia de Saúde da Família da cidade de Recife-PE. O registro das informações efetuou-se utilizando um roteiro de entrevista estruturado com questões fechadas e organizadas em blocos, incluindo: identificação do participante, dados sociodemográficos, condições de saúde, e escalas que avaliaram comprometimento cognitivo (MEEM), sintomatologia depressiva (GDS), risco nutricional (MAN), e nível de atividade física (IPAQ). Foi realizada análise dos dados utilizando técnicas de estatística descritiva e inferencial. As técnicas de estatística descritiva envolveram a obtenção de distribuições absolutas bivariadas. Para estatística inferencial bivariada foi utilizado o teste Qui-Quadrado de Pearson. Na análise multivariada foi gerada uma árvore de decisão utilizando o algoritmo “Exhaustive CHAID” que se baseia em testes de associação Qui-quadrado sucessivos a partir de uma lista de possíveis desfechos, reduzindo uma decisão complexa a um número finito de elementos simples com relação a variável dependente. Resultados: predominância de idosos com idade entre 80 e 85 anos (53,1%); sexo feminino (77,6%); viúvos (63,3%); com escolaridade de 1 a 4 anos de estudo (45,9%); com renda de 1 a 2 salários mínimos (76,5%); aposentados (72,4%); hipertensos (76,6%); sem sintomatologia depressiva (63,3%); e bom estado nutricional (48,0%). No que se refere ao nível de atividade física. A maioria dos idosos (60,2%) foram classificados como muito ativos, destacando-se o domínio para as atividades físicas domésticas (42,9%). Ainda na análise por domínios do IPAQ, destacam-se os resultados para a atividade física de lazer, na qual 91,8% dos entrevistados foram classificados como inativos. Na análise bivariada o nível de atividade física apresentou associação estatisticamente significativa com a escolaridade (p=0,010) e com a presença de doenças cardiovasculares (p=0,017). Na análise multivariada, os idosos sem escolaridade formal (analfabetos) que corresponderam em torno de 31% da amostra foram classificados como insuficientemente ativos, com prevalência observada de 63,3% para a categoria. Considerações Finais: Os resultados aqui obtidos reforçam a importância de estratégias e programas destinados aos mais velhos que favoreçam a prática regular da atividade física em seus diversos domínios de análise, com vistas ao envelhecimento bem sucedido e redução das incapacidades. Para tal, se faz necessário a organização do ambiente social e comunitário em que esses idosos vivem, a fim de uma melhor aptidão funcional e melhor qualidade de vida.

Endereço: http://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17440

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