Atividade Fisica e Fragilidade em Idosos da Comunidade : Dados do Fibra Campinas

Por: Taiguara Bertelli Costa.

90 páginas. 2010 03/09/2010

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Resumo

Existe consenso quanto a importância da atividade física para a promoção da saúde dos idosos, mas ha controvérsias a respeito dos métodos para avaliá-la, assim como ha dificuldades para discriminar entre os efeitos de variáveis de saúde e de variáveis comportamentais sobre sua pratica. Objetivo: Investigar relações entre fragilidade indicada por perda de peso, fadiga, baixa forca de preensão, lentidão da marcha e comorbidades, e níveis de atividade física avaliados por dois diferentes critérios, em idosos recrutados na comunidade, agrupados por gênero, idade e nível de renda familiar. Métodos: Participaram 689 idosos selecionados por desempenho superior a nota de corte no Mini-Exame do Estado Mental, de amostra de 900 idosos recrutados em domicilio, em setores censitários urbanos de Campinas sorteados ao acaso. A media de idade foi 72,28 + 5,40 e a renda mensal media de 4,72 salários mínimos + 5,27; 68,21% eram mulheres. Os níveis de atividade física foram aferidos por meio de versão adaptada do Minnesota Leisure Time Physical Activity Questionnaire. Perda de peso não intencional nos últimos 12 meses, exaustão e doenças crônicas diagnosticadas por medico, foram avaliadas por autorrelato. Forca de preensão manual em Kgs/forca correspondeu a media de três tentativas com dinamômetro Jamar, na mão dominante. Velocidade de marcha foi indicada pelo tempo médio gasto para percorrer 4,6 metros (três tentativas). O nível de atividade física foi indicado por dois critérios: pratica semanal regular e acumulada de 150 min. de exercícios físicos moderados ou de 120 min. de exercícios físicos vigorosos e taxa semanal de gasto calórico superior ao primeiro quintil da distribuição dos valores obtidos pela pratica de exercícios físicos e de atividades domesticas, ajustados por peso e por sexo. Pontuaram para fragilidade os idosos que perderam pelo menos 4,5 kg ou 5% do peso corporal; que responderam sempre ou quase sempre a qualquer um de dois itens escalares sobre fadiga; que pontuaram abaixo do 1º quintil no teste de preensão e acima do percentil 80 no teste de marcha, e que relataram ter pelo menos 3 doenças crônicas. Resultados: a prevalência de idosos que perderam peso foi 15,09%; dos que apresentaram fadiga, 17,13%; baixa forca de preensão, 16,96%; lentidão de marcha, 15,87%, e 3 ou mais doenças crônicas, 43,02%. A freqüência de ativos pelo critério de gasto calórico foi de 83,55%; pelo critério de regularidade da pratica de exercícios físicos, 45,27%. Houve associações positivas entre baixo nível de gasto calórico e baixa forca de preensão, lentidão de marcha e idade avançada; entre sedentarismo quanto a pratica de exercícios físicos e comorbidades. Conclusões: As diferentes relações encontradas entre os dois tipos de medida de atividade física e os indicadores de fragilidade podem ser atribuídas a questões metodológicas, a condições de saúde e a influencia de atitudes, valores e motivações sobre a adesão de homens e mulheres idosos a pratica de exercícios físicos e ao desempenho de atividades domesticas. Políticas publicas de incentivo a pratica regular de exercícios físicos e de atividades produtivas em casa, por idosos, devem levar em conta questões comportamentais e culturais, de modo especial quando o alvo for a população com menor renda e com saúde mais precária 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000776604&opt=3

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