Atividade Física e Estágios de Mudança de Comportamento em Universitários da área da Saúde

Por: Aparecida Bernardete Gaion.

2011 15/08/2011

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Resumo

O paradoxo existente nas condutas não saudáveis dos futuros profissionais da área da saúde vem sendo destacado na literatura como motivo de preocupação. Assim, o presente estudo analisou a associação entre os níveis relatados de prática habitual de atividade física e os estágios de mudança de comportamento para atividade física do modelo transteorético com variáveis sociodemográficas, morfológicas comportamentais em estudantes de graduação da Área da Saúde de uma Instituição de Ensino Superior de caráter privado da cidade de Londrina-PR. Estudo caracterizado como descritivo correlacional de delineamento transversal, envolveu uma população composta por 1410 acadêmicos (309 homens e 1101 mulheres) com idades entre 17 a 56 anos. As informações quanto à prática habitual de atividade física foram obtidas por intermédio do Questionário Internacional de Atividade Física - IPAQ, formato curto, versão oito, tendo como referência a última semana. Os estágios de mudança de comportamento para a atividade física foram identificados a partir de Algoritmo do Modelo Transteorético. Os indicadores sociodemográficos e comportamentais foram avaliados por meio de questionário. Para o cálculo de Índice de Massa Corporal (kg/m2) foram utilizadas medidas auto-relatadas de massa corporal e estatura. O teste Qui-Quadrado (χ2) indicou as diferenças entre os critérios de classificação dos níveis relatados de prática habitual de atividade física e dos estágios de mudança de comportamento do modelo transteorético com os indicadores analisados, sendo determinada a magnitude das associações significativas através dos cálculos dos valores de Odds Ratio (OR), estabelecidos por intermédio da análise de regressão logística, assumindo intervalos de confiança de 95%. Para o tratamento estatístico das informações foi usado o pacote computadorizado Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 13.0 para Windows. Os resultados indicaram que rapazes (OR=1,56; 95% IC 1,18 – 2,07) e não fumantes (OR = 1,51; 95% IC 1,08 – 2,11) podem apresentar maior impacto nos níveis relatados de prática habitual de atividade física, da mesma forma que universitários com idades entre 19 e 24 anos (OR = 0,94; 95% IC 0,61 – 1,43) e que trabalham até 20 horas/semana (OR = 1,87; 95% IC 1,39 – 2,53) nos estágios de mudança de comportamento. Por sua vez, estar cursando Educação Física e ser abstêmio podem desempenhar papel crítico tanto nos níveis relatados de prática habitual de atividade física (OR = 1,71; 95% IC 1,13 – 2,60 e OR = 1,37; 95% IC 1,06 – 1,78; respectivamente), quanto nos estágios de mudança de comportamento (OR = 3,28; 95% IC 2,14 – 5,03 e OR = 1,14; 95% IC 0,89 – 1,46). Conclui-se que essa população é definida por um perfil fisicamente ativo observado através da análise diferenciada de dois instrumentos: o Questionário Internacional de Atividade Física e o Algoritmo do Modelo Transteorético. Os resultados sugerem a adoção de estratégias que motivem a adoção e a manutenção de um estilo de vida fisicamente ativo, bem como, ações que consigam diagnosticar precocemente os acadêmicos com potencial para consumo abusivo de bebidas alcoólicas. 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000167934

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