Resumo

A atividade física regular oferece amplos benefícios aos idosos, incluindo socialização, bem-estar, mobilidade, fortalecimento muscular, prevenção de quedas e alívio de dores. A pandemia de COVID-19 destacou a urgência de estratégias de saúde pública para promover um envelhecimento saudável, como exercícios, controle de peso e manejo de doenças crônicas. Nesse contexto, a participação de idosos em rotinas com exercício físico pode prevenir o progresso de doenças, além de prolongar a longevidade independente. Objetivo: Investigar a ocorrência da prática de atividade física entre idosos no período pandêmico, presença de doenças crônicas e infecção pelo vírus COVID-19. Métodos: A amostra foi composta por 90 indivíduos com idade acima de 60 anos (68,5 ±6,3 anos; 23 homens e 67 mulheres). A abordagem metodológica adotada neste estudo foi prospectivo, descritivo e transversal. Para coleta dos dados, utilizou-se um questionário online aplicado por meio da plataforma Google Forms, baseado no Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), abordando as doenças crônicas mais prevalentes na população. O estudo avaliou indivíduos que durante a pandemia de Covid-19, se envolveram em alguma forma de atividade física, a frequência das doenças crônicas neste grupo e a incidência de idosos acometidos pelo vírus da COVID-19. Resultados: Dos 90 idosos pesquisados, 50 (55,55%) afirmaram ter praticado atividade física durante a pandemia, por pelo menos 10 minutos por semana (média por semana 4 ±2,36 dias). No que tange às doenças crônicas mais frequentes foram observados que 38 (42,2%) relataram hipertensão arterial (HA), 18 (20%) diabetes mellitus (DM), 12 (13,3%) obesidade, 7 (7,7%) dislipidemia (DLP) e 5 (5,5%) para doenças respiratórias. Considerando que o mesmo indivíduo pode apresentar mais de uma das comorbidades apresentadas.