Atividade Física Habitual e Saúde Multidimensional de Idosos na Cidade de Goiânia-go

Por: Andrea Cintia da Silva.

2005 23/02/2005

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Resumo

Realizou-se um estudo descritivo transversal de inquérito (survey) exploratório, com o objetivo de caracterizar o perfil de saúde multidimensional e o nível de atividade física habitual de idosos, de ambos os sexos, residentes na zona urbana da cidade de Goiânia – GO. A amostra do estudo constituiu-se de 420 idosos, com idade de 60 a 92 anos, residentes nas 11 regiões da cidade de Goiânia, sendo 37,6% de homens e 62,4% de mulheres. Para a caracterização da saúde multidimensional e do nível de atividade física habitual, foram utilizados dois instrumentos na forma de roteiros de entrevista, já validados para a população idosa: Questionário Brazil Old Age Schedule (BOAS) e o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), adaptado para idosos. Para a organização, registro dos dados e a elaboração dos relatórios estatísticos, foi utilizado o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 11.0. Como resultados, o 5º Grupo/Região (Central/Campinas/Vale Meia Ponte), possui maior concentração dos idosos estudados, onde 53,5% estão na faixa de idade de 60 a 69 anos. Somente 12,4% dos idosos moram sozinhos. Sobre o nível de escolaridade máxima, 50,5% completou o ensino fundamental e 11% completou ensino superior. A maioria, 88,3% pertence às classes “B” e “C” tendo a aposentadoria, a maior fonte de sustento para 71,3%. A auto-percepção do estado de saúde, em geral, foi considerada positiva apesar de 80,2% referir ser portador de até duas doenças crônicas não transmissíveis. Para o nível de capacidade funcional 74,4% são ‘independentes’ fisicamente. Estão ‘socializados’ em sua comunidade 54,4%. Como suspeitos de debilidade cognitiva 15,9% e 11,8% com suspeita de depressão, onde as mulheres são a maioria com 20,9%. Os idosos dos níveis ‘inativo’ e ’insuficientemente ativo’ (48,1%) têm idade superior a 70 anos, reforçando a idéia de que o nível de atividade física habitual declina com a idade. Já nos níveis ‘ativo’ e ’muito ativo’ 51,8% têm idades de 60 a 69 anos. As mulheres estão mais suscetíveis a estarem sem um companheiro (ρ = 0,374). A auto-percepção do estado de saúde’ está associada à ‘satisfação com a vida’ (ρ = 0,350), à ‘quantidade de doenças crônicas (ρ = 0,475) e à suspeita de depressão (ρ = 0,425). Há associações entre capacidade funcional e integração social (ρ = 0,357), capacidade funcional e atividade física total (ρ = 0,361). Para todas as associações p = 0,000. Pode-se concluir que, apesar dos resultados positivos, de um modo geral, faz-se necessário compreender, o que faz com que uma minoria de idosos não tenha condições favoráveis de saúde multidimensional e de atividade física habitual para desenvolver ou manter um envelhecimento bem sucedido.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/102355

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