Atividade Física Para Pessoas com Deficiência

Por: (Organizador) e (Organizador).

218 páginas. Eulim. 2017

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Sobre a Obra

APRESENTAÇÃO

Este livro reúne uma série de capítulos derivados dos trabalhos de conclusão de curso da primeira turma da Especialização em Atividade Física para pessoas com deficiência, ministrada no Departamento de Ciências Humanas, do campus IV da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Curso este gerado dentro do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação Especial e Educação Física Adaptada (GEPEFA/UNEB). Desde que o criamos em 2012, o GEPEFA vem realizando diversas atividades de produção e socialização dos princípios da Educação Especial e da Educação Física Adaptada.

Por meio das reuniões de grupo alunos e professores compartilharam e continuam compartilhando saberes e enriquecendo sua fundamentação acerca das áreas citadas. Além disso, o GEPEFA promoveu a criação de dois projetos de extensão no Campus IV.

O primeiro foi o projeto Cuidar Ativo, que visava atender com atividades físicas e reuniões de grupo mães de crianças e adolescentes com deficiência da cidade de Jacobina e região e o segundo foi o projeto Formando para a Diversidade (FORMADI), que tinha como objetivo capacitar professores de escolas públicas e privadas para lidar com alunos com deficiência na perspectiva da Educação Inclusiva na sala de aula regular.

Em 2014 o grupo organizou o I Congresso baiano de Educação Especial e Educação Física adaptada e I Seminário de Educação Inclusiva do Piemonte da Diamantina (I CBEF e I SEIP), um evento que reuniu pesquisadores, palestrantes de diversas Universidades do país e um público advindo dos estados da Bahia, Goiás, Sergipe e Pará. 

O GEPEFA, em sua breve existência, já teve diversos trabalhos apresentados em eventos das áreas de Educação e Educação Física de níveis nacional e internacional, além de publicações em periódicos acadêmicos. Tudo isso, divulgando o nome do grupo e da UNEB, fornecendo o incentivo cada vez maior aos alunos e alunas para o fortalecimento da área.

E foi nesse contexto que a ideia da Especialização surgiu. Desde o início, a criação desse curso nos parecia um sonho, haja vista não existir, até então, nenhum curso de pós-graduação presencial com essa temática nas regiões norte, nordeste e centrooeste e tendo apenas 2 em todo o país, na modalidade a distância.

Desta forma, o auxílio dos colegas foi de extrema importância, tanto dos companheiros professores do Departamento, quanto de colaboradores que se dispuseram a ajudar a transformar nosso sonho em realidade.

Assim, não poderíamos deixar de agradecer aos colegas docentes Ricardo Franklin de Freitas Mussi, Michael Daian Pacheco Ramos, Angelo Mauricio de Amorim, Juliana Cristina Salvadori, Laura Emmanuela Lima Costa, Amália Catharina Santos Cruz onde, mesmo que alguns sem aproximação direta com a temática, contribuíram com seu conhecimento, tempo, esforço (e muitas vezes financeiramente) para nos ajudar nessa empreitada.

Agradecer também ao professor Flávio Anderson Pedrosa de Mello, Professor do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) que colaborou com o conteúdo de Esportes Paralímpicos e como banca de TCC. E um agradecimento especial a professora Kátia Novaes Leite, Diretora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) – Jacobina, pela colaboração nos conteúdos de Adaptações Curriculares e Jogos e Recreação Adaptados, além de banca em TCCs e principalmente por ceder as dependências da APAE para 9 muitas das atividades teórico-práticas, que se mostraram vitais para o funcionamento do curso.

E assim, ao final desta primeira turma tivemos 11 alunos “sobreviventes” que produziram, solo ou em dupla, 8 pesquisas de trabalhos de conclusão de curso aqui resumidas e adaptadas para o formato de capítulos de livro.

E a eles também vai o agradecimento por terem confiado em nosso trabalho, terem “aguentado” até o fim. Com certeza esses Especialistas em Atividade Física para pessoas com deficiência levarão para seus locais de trabalho, em seus diversos campos de atuação, elementos balizares para um exercício profissional técnico/científico seguro tendo em vista sempre o foco na transformação social.

Assim, esse livro é subdividido em 8 capítulos, que tratam dos mais diversos temas relacionados com o Esporte e atividade física para as pessoas com deficiência.

O primeiro capítulo discorre sobre a prática do Judô por pessoas com deficiência, mais precisamente indivíduos com paraplegia, apresentando um relato de experiência ocorrida na Associação Samurai de Judô na cidade de Itabuna/Ba, onde foram desenvolvidos protocolos, adaptações à academia, treinamentos e os torneios para a inclusão social de alunos com deficiência.

O capitulo dois apresenta um relato de experiência sobre as vivências na prática pedagógica do professor de Educação Física no processo de inclusão de uma aluna com deficiência intelectual no Colégio Estadual Ary Silva, na cidade de Itiúba-Bahia.

O capitulo três teve como objetivo analisar a associação entre as deficiências e nível de atividade física em adultos de comunidade quilombola do médio São Francisco baiano, no nordeste do Brasil. 

No capítulo quatro é apresentado uma proposta de uma ficha de avaliação para o acompanhamento do desenvolvimento físico-motor dos praticantes da Bocha adaptada, permitindo uma análise da evolução motora do indivíduo e servindo de referência nas demais fases do tratamento.

O Capítulo cinco discute a atuação do profissional de Educação Física inserido no contexto do CAPS através de um relato de experiência sobre o trabalho terapêutico e multidisciplinar, no auxílio ao tratamento e reinserção social dos pacientes do CAPS II – Dias Melhores, do município de Irecê-Ba.

O capítulo seis tem como objetivo analisar a elaboração e implementação das políticas públicas municipais de esporte e lazer para a população com deficiência na cidade de Mirangaba, Bahia no período de 2012 a 2015.

No capítulo sete o objetivo foi descrever o estresse percebido de cuidadores de crianças e adolescentes com deficiência da região do Piemonte da Diamantina, Bahia, especificamente das cidades de Caém, Jacobina, Saúde e Serrolândia.

No oitavo e último capítulo objetivou-se verificar através do teste KTK, como se encontra o desempenho motor das crianças com deficiência intelectual em relação a crianças típicas, exibindo assim a relevância e necessidade da avaliação do desempenho motor nessas crianças, como uma maneira de ter um resultado válido para futuras intervenções motoras nesses indivíduos.

A materialização dessa obra é mais do que apenas a divulgação da produção acadêmica do curso (o que por si só é deveras relevante), mas também a afirmação do compromisso com a pesquisa acadêmica implicada, voltada a atender as necessidades da população ao qual os pesquisadores estão 11 inseridos, produzidas em uma Universidade pública, gratuita e socialmente referenciada.

Esperamos que esta publicação sirva principalmente como um elemento influenciador para novas ações e produções dentro do que o campo da atividade física para pessoas com deficiência possa proporcionar.

E assim, desejamos a todos uma boa leitura!

Osni Oliveira Noberto da Silva

Jorge Lopes Cavalcante Neto

Sumário

título página
Apresentação 7
Prefácio 12
A Importância do Judô Para a Pessoa com Deficiência Física: Um Relato de Experiência 14
Educação Física e a Inclusão de Uma Aluna com Deficiência Intelectual no Colégio Estadual Ary Silva, em Itiúba-ba: Um Relato de Experiência 40
Nível de Atividade Física em Adultos Quilombolas com Deficiência 78
Ficha de Avaliação Para Bocha Adaptada: Uma Proposta de Instrumento Para Fins Terapêuticos 98
Educação Física e Saúde Mental: Compart(r)ilhando Experiências 120
Políticas Públicas Municipais de Esporte e Lazer Para Pessoas com Deficiência em Mirangaba-ba. 154
Estresse Percebido de Cuidadores de Crianças e Adolescentes com Deficiência 174
Desempenho Motor de Crianças com Deficiência Intelectual: Um Estudo Caso-controle 192

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