Atividades de Aventura Adaptada: Possibilidades

Por: José Ricardo Auricchio.

VIII Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura - CBAA

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Resumo

A prática de atividades esportivas por pessoas com deficiência e a busca da melhoria da qualidade de vida nos últimos anos fez com que uma grande quantidade de pessoas com deficiência buscasse esta prática, visando em prol de seu bem-estar físico e psicológico, estimular suas potencialidades e possibilidades (CARDOSO, 2011). Neste contexto, estudos na população que possui deficiência motora são necessários e importantes para a sociedade. A prática de atividade física é um importante instrumento para reabilitação dessa população e vem sendo utilizada devido aos seus benefícios físicos e sociais. Como alternativa podemos utilizar as atividades físicas de aventura adaptadas para pessoas com deficiência, que há mais de três décadas conta a história, atletas da América do Norte, Oceania e Europa começaram a ter outra atitude em relação ao esporte e as atividades recreacionais na natureza, resignificando o conceito de acesso ao explorar lugares íngremes como Bill Irwin deficiente visual que atravessou os Appalachian Mountains nos EUA e Erik Weihenmayer que foi o primeiro deficiente visual a chegar ao topo do Everest (MAUERBERG-deCASTRO, 2013,2011; CARDOSO, 2011). Em relação aos benefícios que essas práticas podem proporcionar, o objetivo deste trabalho é realizar um levantamento parcial sobre as atividades físicas de aventura que estão sendo adaptadas para as pessoas com deficiência. Este estudo tem sua importância, pois, através do levantamento das atividades físicas adaptadas e programas de atividades físicas de aventura adaptadas para pessoas com deficiência, estudos poderão surgir com novas práticas para esta população. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bibliotecas da USP, UNICAMP, UNIMEP, banco de dados da CAPES e google acadêmico. Foram selecionados livros e artigos dos últimos cinco anos que tivessem alguma ligação com atividades físicas de aventura adaptadas. Com a falta de trabalhos acadêmicos, foram pesquisados também sites e matérias não científicas sobre tais práticas. Como resultado encontramos o surf adaptado para pessoas com deficiência física e intelectual que começou com Alcino ”Pirata”, escalada para pessoas com deficiência física, intelectual e visual onde temos o brasileiro Raphael Nishimura vice-campeão mundial de paraescalada, skate para pessoas com deficiência física e visual representado no Brasil por Og de Souza e nos EUA por Daniel Pelletier, que teve paralisia infantil e mesmo após 25 cirurgias pratica skate com auxilio de muletas, rapel para pessoas com deficiência física e visual que começou em 2009 com o pequeno Lucas de 8 anos com o auxílio do pessoal da empresa CAT na Serra da Cantareira, Carveboard adaptado nas ladeiras de São Bernardo do Campo com Marco Rossi e a equipe Carverize, hardcore sitting criado por Aaron Fotheringham nos EUA e trazido ao Brasil por Pablo Moya de Abreu onde já temos um atleta que completou a manobra backflip, Consideramos que as atividades de aventura podem ser praticadas por pessoas com deficiência com o devido acompanhamento e de acordo com seu tipo de lesão, e que essa prática poderá proporcionar benefícios em sua reabilitação física e social.

Endereço: http://cev.org.br/biblioteca/anais-do-viii-congresso-brasileiro-de-atividades-de-aventura-cbaa

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