Atividades Diárias e Percepção de Barreiras e Facilitadores Para Prática de Atividade Física de Pessoas com Déficit Intelectual

Por: Laura Garcia Jung.

69 páginas. 2013 00/00/0000

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Resumo

Nos últimos anos, as novas condições de vida têm determinado, de forma predominante, comportamentos sedentários, os quais desencadeiam o aumento das doenças crônicas não transmissíveis. Quanto às pessoas com déficit intelectual, essa situação se torna ainda mais agravante, pois estudos mostram que o nível de atividade física dessa população é inferior ao da população em geral. O objetivo do estudo é descrever a percepção dos familiares sobre as barreiras e os facilitadores da prática de atividade física no tempo livre, das pessoas com déficit intelectual maiores de seis anos inseridas nas APAES do Rio Grande do Sul. A seleção da amostra foi não probabilística intencional. A coleta de dados aconteceu por meio do contato com as APAES e os instrumentos foram entregues e retornaram via correio. A amostra foi composta por 1191 pessoas com déficit intelectual representadas no estudo pelos seus responsáveis. Nos aspectos pessoais, observa-se que as principais barreiras para a prática de AF estão relacionadas ao fator econômico e a preferência por outras atividades. Em relação aos aspectos ambientais, nota-se que a principal barreira é a ausência de projetos sociais próximos de casa. Para os responsáveis pelas pessoas entre 20 e 30, que percebem a presença de locais disponíveis próximos de casa, destacam que eles não são acessíveis. Quanto aos aspectos sociais, a falta de companhia é o principal fator identificado como barreira para a prática de AF. Conclui-se que algumas barreiras e facilitadores estão ligados ao estímulo que as pessoas com déficit intelectual recebem, pois podem despertar o gosto pela atividade física se houver companhia de alguém, tornando a atividade mais prazerosa como também propiciando condições para a prática devido às limitações que a maioria possui no aspecto social, relacionadas com a falta de independência e autonomia na execução desse tipo de atividade.Questões financeiras também interferem na prática de AF, as quais podem ser amenizadas com o investimento em políticas públicas e projetos sociais que oportunizem a essas pessoas a praticarem AF e, através de um estilo de vida ativo, possuírem uma melhor qualidade de vida.

Endereço: http://wp.ufpel.edu.br/ppgef/dissertacoes-2013/

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