Atividades Lúdicas e Desenvolvimento Social em Uma Instituição de Ensino Infantil

Por: Camila Bruzasco de Oliveira.

III Congresso de Ciência do Desporto

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As oportunidades de brincar estão mais escassas atualmente e isto pode prejudicar o desenvolvimento infantil. Este estudo, com base na teoria bioecológica do desenvolvimento humano teve como objetivo verificar se a introdução de aulas com atividades físicas lúdicas pode contribuir com o desenvolvimento social de crianças no ensino infantil. Foram observadas 53 crianças entre dois e seis anos de idade, de uma instituição de ensino em período integral. Foram realizadas 15 aulas de Educação Física para cada uma das salas, utilizando-se de brincadeiras fisicamente ativas. Estas aulas foram registradas em um diário de campo, com informações sobre relações interpessoais e papéis sociais desempenhados pelas crianças e as atividades realizadas. No início do programa algumas crianças ficaram acanhadas, não queriam se envolver com as brincadeiras que eram propostas e nem se relacionavam muito com os colegas, com o decorrer das aulas as crianças começaram a se observar mutuamente, depois formaram duplas (díadas) ou trios (tríadas) de participação conjunta, sendo que algumas destas relações evoluíram para relações primárias (onde o outro é lembrado mesmo estando ausente). Os papéis sociais vivenciados foram: motorista, super-herói, lutador, dançarino e personagens de histórias infantis. Vivenciar tais papéis possibilitou as crianças a oportunidade de refletir sobre diferentes papéis sociais e perceber como as outras crianças a eles reagiam, o que possibilitou também a modificação do papel social exercido em outras oportunidades que se seguiram. Assim a introdução de atividades lúdicas possibilitou aos alunos vivencia e reflexão sobre papéis sociais e propiciou relacionamentos interpessoais que evoluíram com o tempo.

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