Atletas Cegos Submetidos a Tarefas de Percepção Espacial Logo Após Esforço: Relações com Experiência Esportiva e Variáveis Fisiológicas e Bioquímicas

Por: A. C. S. Paiva, E. Mauerberg-decastro, F. L. Magre, G. A. Figueiredo, G. F. Braga e L. Bagatini.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Atletas cegos exigem uma calibração espacial de alta precisão. As alterações às condições corporais podem afetar esta precisão, prejudicando seu desempenho atlético. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre parâmetros da percepção espacial, variáveis fisiológicas e bioquímicas, e experiência no esporte de alto rendimento em atletas cegos induzidos ao esforço. Quinze atletas de elite cegos especialistas em corridas de campo participaram deste estudo. Os participantes inicialmente caminharam uma distância em linha reta com um guia, e logo em seguida reproduziram a mesma distância sem o guia, em uma tentativa de reproduzir a mesma distância inicial. As distâncias dos testes foram 6, 14, 22 e 30 metros. Duas condições foram incluídas, andando imediatamente em condições de esforço induzido por um teste anaeróbio, e andando em um estado de repouso. A regressão linear múltipla nos permitiu analisar os efeitos de cada uma das variáveis fisiológicas e bioquímicas (lactato, escala de Borg, frequência cardíaca) e experiência no esporte em relação ao erro angular (EA), erro relativo da distância estimada (ERDE) e erro relativo da distância produzida (ERDP). Aproximadamente 40% da variação da variável EA foi explicada pela variação da frequência cardíaca e experiência no esporte (10% e 30%, respectivamente). Para a variável ERDE, a variável explicativa foi novamente a experiência no esporte (R2 = 0,240; p = 0,036). Portanto 24% da variação do ERDE foi explicada pela experiência do atleta. Para análise da variável ERDP, a regressão linear múltipla não detectou qualquer variável que explicasse os erros de produção de distância. A maior experiência no esporte pelos atletas cegos explicou o melhor desempenho na percepção do espaço. Para a área técnicoprática da modalidade estas informações podem ser utilizadas para melhorar as funções de percepção espacial durante protocolos de treinamento de atletas com deficiência visual, melhorando o desempenho nos resultados das competições.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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