Atletismo: R$ 119 Milhões

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Rio2016. Não Faltou Grana Para o Esporte.

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O ciclo olímpico do atletismo brasileiro contou com R$ 119 milhões dos cofres públicos, das seguintes fontes:

Caixa – Patrocínio R$ 63,0 milhões
Lei Piva – loterias R$ 19,0 milhões
Convênios Min.Esp R$ 8,9 milhões
Bolsa Atleta R$ 22,8 milhões (1.770 bolsistas)
Bolsa Pódio R$ 5,6 milhões (35 bolsistas)

MILITARES

Além disso, 36 competidores do atletismo estão no quadro de militares temporários das Forças Armadas, que incorporam um total de 670 atletas em várias modalidades. A delegação militar nos Jogos Rio 2016 é composta por 145 atletas. O investimento total da Forças Armadas no Programa de Alto Rendimento é de R$ 18 milhões/ano.

OUTROS INVESTIMENTOS

Do Ministério do Esporte 
47 Pistas de Atletismo R$ 301,8 milhões*
Centros Treinamentos R$ 241,0 milhões

Neste quesito de construção, reforma e compra de equipamentos, etc, foram aplicados R$ 541,8 milhões.

Boa parte dessas instalações está em universidades ou em áreas de responsabilidades de prefeituras ou governos estaduais.

Apesar da necessidade desses investimentos, deve-se questionar sobre a manutenção e conservação dos mesmos, diante da gravidade das finanças públicas, que não conseguem pagar aposentados ou manter em condições satisfatórios os hospitais públicos ou escolas básicas.

E o Brasil esportivo tem técnicos em quantidade para receber uma nova geração de atletas, especialistas nas diferentes categorias do atletismo, como velocidade, fundo, meio fundo, lançamento, arremessos, saltos em altura, distância, triplo...?

Ou seja, nos últimos 10 anos o Ministério do Esporte preocupou-se com gastos no material, na preparação do atleta para ganharem medalhas no “emergencial” e colocar o país no TOP 10 dos países olímpicos. Mas não debateu sobre um projeto de longuíssimo prazo, que começasse pela elementar prática da educação física na escola.

Temos isso?

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