Aumento da Flexibilidade Após Uma Sessão de Treinamento de Força em Diferentes Intensidades

Por: Raquel Vedovatti Pelastri Santos.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: O treinamento de força é erroneamente associado à diminuição da flexibilidade articular. Porém, após uma sessão desse treinamento, pode ocorrer uma diminuição dessa, causada pela lesão da fibra muscular e por um processo inflamatório. Fleck e Kraemer (1999) acreditam que treinamentos para desenvolver força muscular e hipertrofias não prejudicam a flexibilidade, mantendo e/ou até aumentando a amplitude de determinados movimentos.

Objetivo: Verificar a flexibilidade na articulação do joelho após a sessão de treino, no exercício agachamento, nos grupos de 75% 1RM e 90% 1RM, volume total (séries x repetições x peso) equalizado.

Metodologia: A amostra foi composta por 19 indivíduos universitários do gênero masculino, com idade entre 19 e 40 anos, ativa e que não possuíam patologia ou lesão de membros inferiores e/ou coluna. Os sujeitos avaliados foram divididos em dois grupos 90%1RM (n=10) e 75%1RM (n=9), obedecendo aos resultados do teste de uma repetição máxima (1RM). O grupo 90%1RM realizou o exercício agachamento, 8 séries x 5 RM, enquanto 75%1RM realizou o mesmo exercício, 5 séries x 10 RM, com intervalos de 2 min. entre as séries, ambos os grupos. A flexibilidade foi avaliada com o programa de computador SAPO (Software para Avaliação Postural), através da angulação medida entre coxa e perna, tendo como vértice o epicôndilo lateral do joelho a partir de fotos tiradas dos indivíduos, esses estavam em decúbito ventral. Os momentos de coleta foram: présessão, imediatamente após, 24, 48, 72 e 96 horas após a sessão de treinamento. Análise estatística: Teste t de Student, significância estatística p≤ 0,05. * Significativo, comparação entre o Pré.
Resultados:
Flexibilidade: flexão de perna
45,0
50,0
55,0
60,0
65,0
70,0
75,0
80,0
85,0
90,0
Pré Pós imed. 24h 48h 72h 96h
Graus
75% 1RM 90% 1Rm

 Conclusão: O grupo 90%1RM apresentou uma tendência no aumento da flexibilidade nas 72h pós sessão, sendo ampliada nas 96h de forma significativa. Já o grupo 75%1RM não apresentou diferença estatisticamente significativa no período pós-treino. Os dados refletem que além das questões crônicas sobre a relação treinamento de força e flexibilidade, há a necessidade de se considerar aspectos agudos. Sendo esses provavelmente mediados por questões neurais.

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